No primeiro Concílio da Igreja Católica em Nicaea (atualmente na Turquia) a 325 dC. realizado pelo Imperador Romano Constantino, o Grande, foi determinado que Jesus não era um simples mortal.Jesus foi considerado, a partir desta data, como Criatura Divina e conseqüentemente consubstância de Deus, neste caso, O Pai, O Sol, O Espírito Todo Poderoso.
A divindade de Jesus foi outorgada nesse Concílio para amenizar as divergências em torno da real substância de Jesus, pois existiam apêndices na Igreja Católica que o consideravam mortal, isto é, passível de paixões, erros e, interessantemente, de matrimônio. Alguns consideravam que existia uma linha de sangue oriunda do casamento entre Jesus e Maria Madalena... Aliás, esses crentes (Gnósticos) chamados "Cathars" (no tal livro) que se concentravam na França foram praticamente exterminados por crusadas (1209-1225) e inquisição comandada pela Igreja Católica. Os últimos 210 foram queimados vivos após se renderem na fortaleza do Monte Montségur...
O que me interessou nesse ponto é e sempre será a questão da suposta divindade de Jesus. Me desculpem, mas se ele realmente nasceu do ventre de uma Mulher, querendo ou não, ele é 50% mortal! É a mesma coisa que dizer que meu filho não é alemão! Claro que é, ele tem 50% do sangue germânico do pai. Ora, se Jesus era metade mortal, pois nasceu do ventre de uma mulher, foi alimentado pelas entranhas mortais desta mesma por 9 longos meses, depois amamentado mais outros tantos por esse mesmo leite humano e criado no meio de meros mortais, me recuso a acreditar que, para aceitarmos a Jesus como dogma, foi e é preciso lhe arrancar a parte humana e mortal a qual ele possui. Isso não tem nexo, ao menos pra mim.
Talvez há mais de 1500 anos atrás fosse necessária esta "estratégia" semi-política para se padronizar e unificar uma Igreja que crescia sem fronteiras. Não esqueçamos que Constantino era um Imperador Romano e sua visão era a de um administrador, um político e não a de um simples crente. Ele pensava tão grande quanto o seu cargo, sua intenção era a de expansão, a mesma intenção de expansão do Império Romano, curiosamente, o mesmo Império que ele acabou reunificando... A tal estratégia também me parece condizente com a época, pois as seitas, cultos e crenças pagãs ainda eram muito fortes e presentes, ocasionando sempre rivalidade e atrito para com a Igreja Católica. Inclusive as Igrejas de cunho "católico" como a Igreja Copta (do Egito) que seguia uma linha mais gnóstica e propunha um Jesus mais humano. Enfim, na minha opinião, foi tudo uma questão de marketing :-)
A Igreja Católica nunca foi famosa por determinações coerentes. Se compararmos a atual determinação papal de que nenhum casal -católico- deve usar camisinha para Controlar a Natalidade (evitar a Aids! evitar doenças venéreas, pois a mesma existe entre casais casados...) com a arcaica resolução de que Jesus não era mortal, bem, fica sempre a questão do que é racional, plausível ou NÃO... Eu sou católica, a religião herdei da minha Família, mas não posso, conscientemente, acatar uma determinação papal que vá por em perigo a minha vida! Não posso engravidar ad infinitum só porque um cardeal leu e interpretou na Bíblia que devemos procriar ad infinitum... Sinceramente... O livro está ótimo :-)









0 Comments:
Postar um comentário
<< Home