Todos vocês, meus caros visitantes, sabem que a comunidade turca na Alemanha já passa do milhão (não, não estamos falando de agricultura!), e a tendência é a de crescimento cada vez mais e mais em todas as partes do país. Vamos dizer que eles, daqui uns 30 a 50 anos (visão extremamente pessimista), poderiam até exigir que a língua turca fosse mais considerada nas escolas do que o inglês. O que já é caso, por exemplo, de uma das escolas do bairro onde moro, nela se ensina o turco como língua estrangeira ao invés do inglês.
Nada tenho contra isso, ganz egal, poderíam ser chineses, japoneses, brasileiros, fosse o que fosse. A única coisa que eu estranho nessa composição esquizóide de cidadanias na Alemanha é o modo como isso tudo é encarado, principalmente pelos políticos, esses escrotos cancros sociais... Eles têm a mania de botar chifre em cabeça de cavalo, transformando-o num unicórnio de irrealidade e antagonismos. O unicórnio não é um cavalo, é um unicórnio e um cavalo é um cavalo... Essa é tendência do mundo, manter-se numa historinha encantada dos irmãos Grimm (que são, coincidentemente, alemães...) O que falta pra Alemanha é encarar uma historinha do cacete (cheia de moral e filosofia aproveitável) contada por um bom cacique Tupi.
Nesse artigo você encontra, em alemão, um texto sobre uma feira turca ocorrida em maio em Berlim. OBSERVE que o alemão (filho da puta :-) que iniciou a porra do texto resolveu começar a frase com um irônico (pra não dizer sacana) RAUS... Ô linguazinha essa, ô povim. O título significa: da gaveta turca. Será que os turcos na Alemanha estão mesmo ainda dentro de uma gaveta?! É ruim hein.
"Quem muito fala, dá bom dia a cavalo"









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