Quando escrevi o texto contestando a pura divindade de Jesus, imposta pela Igreja Católica no Concílio de Nicaea (325DC), não pensei que isso pudesse ser entendido como "busca de nacionalidades"... Nada a ver! O texto exemplifica minha idéia de que Jesus era sim mortal, ponto. Meu exemplo (talvez mal colocado) em relação à nacionalidade do meu filho foi, penso eu, mal interpretado.
Nacionalidade é algo que se adquiri... Eu posso muito bem amanhã requerer minha nacionalidade alemã. Espero alguns meses e pimba, lá circularei eu pela Alemanha com passaporte vermelho. Mas e daí? Eu SEMPRE serei brasileira, não importa a cor de meu passaporte. Nacionalidade também se adquiri por nascimento e algumas pessoas acabam nascendo com até mais de uma nacionalidade, por exemplo, os filhos de casais de nacionalidades diferentes. Dependendo do país, como na Alemanha, de repente, ele nem tem o direito de adquirir a nacionalidade do país onde nasceu (!), caso os pais, estrangeiros nesse caso, não vivam no país há mais de 8 anos consecutivos... Enfim, esse é um assunto complexo para quem não entende nada sobre ele.
O exemplo que Eduardo deu da brasileira messalina (sic) que se casa com um holandês e se manda pro Havai grávida e cujo filho, nesse caso, adquiri a nacionalidade havaiana e não a brasileira ou holandesa (sic) é pura fumaça de oposição :-) A criança, com certeza, poderá, futuramente, adquirir tanto a nacionalidade brasileira quanto a holandesa... Ele será um ser multi-cultural, entretanto (!), é como disse a Ciça, se essa criança nascer no Havai e depois for criada na Rússia, ainda assim é possível afirmar que ele ou ela será pra sempre brasileiro-holandês, pois essas foram as origens sangüíneas de pai e mãe que ele ou ela herdou... Não importa a língua que fale ou a cultura onde cresceu. Isto estará impresso pra sempre em seu corpo físico e meta-físico. Mesmo que a própria pessoa já crescida, sabe-se lá o porquê, deseje a todo custo arrancar essa herança de sangue. E tem muitos que tentam, mas em vão.
Portanto, o que afirmei, apesar da balbúrdia confusa de opiniões, continua valendo, isto é, não importa o motivo, Jesus sempre será metade homem. E é nesse homem que se encontra a metade onde todos nós -humanos e imperfeitos- deveríamos usar como exemplo. É muito mais lógico ter Jesus Homem como exemplo do que um ser Divino, não mortal e impassível de erros... Quem de nós mortais será capaz de almejar a perfeição de um Deus? Nenhum de nós.
Mas isso abre uma porta perigosa para a Igreja, pois, se Jesus era um homem (mortal), ele deve provavelmente ter vivido como um homem... Isso abre as tais especulações de que ele se uniu verdadeiramente à Maria Madalena (que NUNCA foi prostituta coisíssima nenhuma, pelo contrário, alguns a consideram como uma seguidora ou até mesmo uma Apóstola mulher de Jesus, dado sua importância, leia a Bíblia, onde aparece nos momentos cruciais da vida Dele) e poderia sim ter procriado, aliás, procriar é uma das emendas da Santa Igreja! Alguns dizem que os padres foram impedidos de se casar (o que era permitido no início) por causa do impacto financeiro que essa conduta causou à Igreja. Entretanto, que eu saiba, na Igreja Evangélica, os padres podem ter família. O que me importa é simples: Jesus era gente. Ponto.









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