Yara, a jovem Tupi, era a mais formosa mulher das tribos que habitavam ao longo do Rio Amazonas. Muito atraente, com longos cabelos negros, tinha um sorriso meigo e sensual. Mantinha-se, entretanto, indiferente aos muitos admiradores, preferindo continuar sendo livre. Caminha pela floresta e pelas areias brancas dos rios, envolvendo-se constantemente em suas águas claras. Por sua docura, todos os animais e as plantas a amavam.
Numa tarde de verao, mesmo apos o Sol se por, Yara permanecia no banho, quando foi surpreendida por um grupo de homens estranhos. Tinham longas barbas, usavam roupas pesadas, botas e chapeus. Falavam uma lingua desconhecida e pareciam muito agressivos. Sem condicoes de fugir, a jovem foi agarrada e amordaçada, nao podendo se livrar daquelas maos que tocavam seu corpo. Acabou por desmaiar, sendo, mesmo assim, violentada e seu corpo sem vida atirado ao rio.
O espirito das águas transformou o corpo de Yara num ser duplo. Continuaria humana da cintura pra cima, tornando-se peixe da cintura pra baixo. Assim, permaneceria bela, podendo ao mesmo tempo viver no rio eternamente.
Yara passou a entender os passaros e a conversar com eles e com os peixes, como uma sereia cujo canto atrai os homens de maneira irresistivel...
Ao verem a linda criatura, eles se aproximam dela, que os abraca e os arrasta as profundezas, de onde nunca mais voltarao...
Especialmente para o "Valente", que esta pra sempre em meu coracao, mesmo apesar da criadora da criatura ser uma chata de galocha ambulante :-)









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