Lendo hoje a Sandra numa coluna do Viver, por puro acaso do acaso, acabei me lembrando dos meus tempos de escola, de criança. Ela é sempre capaz de me trazer boas lembranças à tona, acho que são as coisas que escreve, sempre me faz recordar algo relacionado a mim, pois também sempre li e escrevi muito e cartas eram umas das minhas manias. Com primas e primos do Maranhão a Porto Alegre, passei muito tempo da minha adolescência escrevendo para eles, e eles pra mim. Engraçado que depois de um tempo, lá pelos 16 anos isso tudo parou, de repente. Assim como ela tenho todas as cartas bem guardadas, todas em pastinhas, mas não estão aqui comigo. Tenho até 4 cartas que recebi do meu primeiro namorado :-) Guardadinhas até hoje. Coincidentemente, filho de alemães e, mais coincidentemente, de uma cidade bem perto de onde a Sandra mora, pronto, pinto lá e me lembro desse monte de coisas!Mas uma coisa também aliada a essa mania de escrever são as canetas. Eu sou do tipo que faz coleção (ao menos fazia com mais afinco) delas. Simplesmente posso ficar minutos a fio olhando uma por uma numa loja, coisa de enlouquecer marido e filhos :-) Sou apaixonada por Canetas Tinteiro, sempre fui mesmo, desde garota. Era coisa tão incomum na escola que até a professora do colegial ficou curiosa pra ver, ela nunca tinha tocado numa! A primeira tinteiro que tive ganhei do meu pai de aniversário. Era de plástico lilás e tinha uma pena maravilhosa. Gastei tanto, até o plástico trincar e não dar mais pra usar. Até hoje me lembro dela e quando me lembro dela, também me lembro da mesa onde escrevia, das coisas que escrevia, etc... Não levava pra escola, tinha medo que me roubassem, só usava em casa. Acho que só cheguei a usar mais direto mesmo na Faculdade, lá não rolava ter de deixar material na sala.
Essa da foto é uma "Skynn" da Rotring. Tenho uma tinteiro ou "Füller" e uma Kugelschreiber (caneta mesmo, esqueci o nome). Acabei tendo de comprar outra "Kuli", pois havia deixado a minha para minha irmã em Abril, ela adorou a novidade e como também adora escrever, já viu. Ela tem o corpo envolto num plástico fofinho que ameniza o atrito entre os dedos, dando uma sensação mais suave ao se escrever. É muito doido. Só sei que virei fã :-)
Falando na minha irmã... Com diploma na mão pela UFRJ e sem trabalho :-( Desde o início do ano procurando por um, fazendo concursos e o cacete. Nada. Sei que a vida não está fácil para ninguém, mas isso é um absurdo, ainda mais num país como o Brasil onde falta professores!!! E Luciano, meu vizinho de lá, praticamente um irmão, também com o mesmo problema. E sem emprego ele nem pode sonhar em fazer faculdade... Eu evito ser partidarista e tendenciosa, mas nesse ponto o Brasil me irrita profundamente. Quando penso na fortuna que pagava para Bernardo poder estudar num bom colégio, mesmo com a sombra da dúvida pairando sempre em nossas cabeças (diploma e sem trabalho?!), agradeço a Deus pela reviravolta que se deu na minha vida. Não estou num paraíso (ao menos fora do bondinho :-), mas creiam, pra quem estuda, as oportunidades na Europa, ao menos na Alemanha, ainda são muito melhores. Ou, na visão sofista, menos pior.









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