Outubro 23, 2004
A Escola da Vida

Terminei de ler por completo o livro do Augusto Cury: "Pais brilhantes, Professores Fascinantes". Corrigindo o que havia dito anteriormente, já quase no finalzinho do livro ele levanta a questão da Hiperatividade muito superficialmente, apenas citando como exemplo em um parágrafo e não chega a enveredar pelo assunto. Bom, nem teria como, pois num livro tão compacto não haveria espaço físico para um tema tão complexo. Entretanto cito rapidamente o que ele diz: "A hiperatividade não-genética decorre de uma falta de psicoadaptação emocional." Essa afirmação ele salienta através de sua experiência com um menino nascido prematuramente que "perdeu a fase mais importante da gestação, a fase final, onde o bebê mal cabe dentro do útero, e por isso tem de desacelerar seus movimentos e aprender a relaxar." Dando o bebê prematuro como exemplo para uma Hiperativididade não-genética, ele não generalizou, mas mostrou um exemplo, entretanto, fica claro a associação de prematuridade com hiperatividade.

A visão de Cury sobre o ensino e sua chave-mestra, o Professor, são na minha opinião pessoal muito acertados. Sendo filha de Professora e tendo vivido minha vida inteira nesse meio e, tendo eu mesma lecionado Desenho e Pintura para muitos alunos, percebo perfeitamente a intensão dele de querer revolucionar o meio, pois ele está caótico. Principalmente no Brasil e em países em desenvolvimento, onde a base geral é péssima, tanto estrutural quanto humana (veja o exemplo em lugares de miserabilidade total, onde "proferssores" que mal sabem escrever uma carta tentam "ensinar" seus alunos a arte da linguagem e da comunicação, sendo, em muitos casos, até apoiados pelos "governos" locais, incapazes de arrolar ou contratar Professores de verdade porque "não têm dinheiro para gastar com educação"!!!!!), mas, entretanto, mesmo países desenvolvidos como a própria Alemanha, onde vivo, não está livre desse caos. O caso aqui é outro, não é físico, pois a infraestrutura existe e é boa, mas humano-emocional.

Enfim, ele salienta aspectos interessantes tais como o senta "enfileirado", isto é, um atrás do outro, onde a imagem constante da nuca do seu colega o pode levar ao stress emocial imediato. E que esse "sentar enfileirado" é uma das causas básicas da falta de atenção dos alunos, da ansiedade, da bagunça, do medo, etc. Concordo com ele. Muitas ativistas vêm falando em "Humanizar o Parto", pois Cury não deixou por menos, na sua Escola da Vida ele quer Humanizar a Educação! Tomara que o livro alcançe a projeção devida nos meios educacionais brasileiros. Se 10%, ao menos no meu estado, o Rio de Janeiro, pudessem implementar tais mudanças simples em suas escolas, meu Deus, até eu acredito que houvesse uma melhora. Porque as Escola Públicas cariocas não são há muito tempo escolas, mas pontos de tráfico de drogas, ponto de encontro para sexo entre os alunos, enfim, entre outras coisas mais macabras e apavorantes que, infelizmente, os Professores nem de longe têm como enfrentar sozinhos. Sozinho um Professor não fará nunca chuva. Mas quem sabe se toda a escola, do Diretor à cozinheira, se unir para implementar as mudanças com coragem o efeito seja bom. Será preciso se mexer para que algo possa acontecer e a letargia mórbida que impera nas escolas públicas cariocas é horrendo e vicioso. Não são todas, é claro, mas a aberrante maioria sofre da doença.

Aqui seleciono os pontos importantes do sonho do Cury, a Escola da Vida em tópicos:

1) Usar a música em sala de aula. Não só no ensino fundamental, mas até a Universidade. Por que não? No ginásio pára-se de "ouvir música em sala de aula", pois todo mundo começa a achar que isso é coisa de jardim de infância. Aliás, ele salienta o efeito da música clássica na psique infantil e diz que os pais podem orientar os filhos, desde bebês, a apreciar música clássica, pois ela acalma desacelera o pensamento e estabiliza as emoções.

2) Sentar em círculo ou em U. Enfim, acabar de vez com o enfileiramento cujo efeito são a ansiedade, o nervosismo, a distração, a estagnação da inteligência, o medo do discurso em público e chave condutora do aceleramento do pensamento (lembre-se que quase todo mundo já sofre de SPA). Os alunos precisam ver os rostos um dos outros, perder essa mania de guetos ou grupinhos: os dos que sentam na frente (ou CDF's), os que sentam no meio (os ordinários, não fedem nem cheiram) e dos que sentam nos fundos (os bagunceiros, os "bad-boys", os rebeldes sem causa). Aprendendo a se olharem sem medo uns aos outros, quem sabe, não aprendam a encarar o seu próximo com mais coragem e respeito.

3) Exposição interrogada: a arte da interrogação. Questione. Ensine (eduque) sempre questionando tudo aquilo que "sabemos". Instigue seus alunos (filhos)! Faça com que eles sintam-se desafiados a responder, a questionar e também a duvidar das coisas, só assim eles aprenderão a raciocinar direito. A Dúvida é o princípio da sabedoria em filosofia (Durant). Duvide.

4) Exposição dialogada: a arte da pergunta. Aprendar a ensinar (educar) fazendo perguntas, pois elas engatilham o processo do saber e do pensamento e, conseqüentemente, da inteligência. No diálogo reside uma grande parte do sucesso nos relacionamentos.

5) Conte histórias.

6) Humanizar o conhecimento.

7) Humanizar o Professor: cruzar sua história.

8) Educar a auto-estima: elogiar antes de propor críticas.

9) Gerenciar os pensamentos e as emoções.

10) Participar de projetos sociais. Levar os alunos (filhos) para visitar Hospitais, Hospícios, Associações de Fisioterapia para pessoas com problemas físicos, Associações que cuidam de projetos em favelas, enfim, mostrar-lhes que a vida não é só feita de novelecas enlatadas made in globo.

Um computador J A M A I S será capaz de substituir um Professor. Sem ele o mundo perderá de vez a sua alma.

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Hallo, bin Patrícia aus Brasilien und erzähle ich hier ein bißchen von mir und meinem Leben. Wohne in Deutschland seit ungefähr 3 Jahren und bin Flugbegleiterin von Beruf. Bin verheiratet und Mutter 2 Söhne (3 und 13 Jalt). Zur Zeit lerne ich die deutsche Sprache weiter, weil ich gern lerne und weil in Zukunft möchte ich damit arbeiten.

Das ist ein 'Zweisprachiges Tagebuch' und die Sprachen, die hier verwendet werden, sind Portugiesisch und Deutsch. Wenn Sie entweder Port. oder Deutsch nicht verstehen können, bitte, Verzeiung aber das ist ein Experiment. You can send me an email in english, no problem.

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