A visão de Cury sobre o ensino e sua chave-mestra, o Professor, são na minha opinião pessoal muito acertados. Sendo filha de Professora e tendo vivido minha vida inteira nesse meio e, tendo eu mesma lecionado Desenho e Pintura para muitos alunos, percebo perfeitamente a intensão dele de querer revolucionar o meio, pois ele está caótico. Principalmente no Brasil e em países em desenvolvimento, onde a base geral é péssima, tanto estrutural quanto humana (veja o exemplo em lugares de miserabilidade total, onde "proferssores" que mal sabem escrever uma carta tentam "ensinar" seus alunos a arte da linguagem e da comunicação, sendo, em muitos casos, até apoiados pelos "governos" locais, incapazes de arrolar ou contratar Professores de verdade porque "não têm dinheiro para gastar com educação"!!!!!), mas, entretanto, mesmo países desenvolvidos como a própria Alemanha, onde vivo, não está livre desse caos. O caso aqui é outro, não é físico, pois a infraestrutura existe e é boa, mas humano-emocional.
Aqui seleciono os pontos importantes do sonho do Cury, a Escola da Vida em tópicos:
1) Usar a música em sala de aula. Não só no ensino fundamental, mas até a Universidade. Por que não? No ginásio pára-se de "ouvir música em sala de aula", pois todo mundo começa a achar que isso é coisa de jardim de infância. Aliás, ele salienta o efeito da música clássica na psique infantil e diz que os pais podem orientar os filhos, desde bebês, a apreciar música clássica, pois ela acalma desacelera o pensamento e estabiliza as emoções.
2) Sentar em círculo ou em U. Enfim, acabar de vez com o enfileiramento cujo efeito são a ansiedade, o nervosismo, a distração, a estagnação da inteligência, o medo do discurso em público e chave condutora do aceleramento do pensamento (lembre-se que quase todo mundo já sofre de SPA). Os alunos precisam ver os rostos um dos outros, perder essa mania de guetos ou grupinhos: os dos que sentam na frente (ou CDF's), os que sentam no meio (os ordinários, não fedem nem cheiram) e dos que sentam nos fundos (os bagunceiros, os "bad-boys", os rebeldes sem causa). Aprendendo a se olharem sem medo uns aos outros, quem sabe, não aprendam a encarar o seu próximo com mais coragem e respeito.
3) Exposição interrogada: a arte da interrogação. Questione. Ensine (eduque) sempre questionando tudo aquilo que "sabemos". Instigue seus alunos (filhos)! Faça com que eles sintam-se desafiados a responder, a questionar e também a duvidar das coisas, só assim eles aprenderão a raciocinar direito. A Dúvida é o princípio da sabedoria em filosofia (Durant). Duvide.
4) Exposição dialogada: a arte da pergunta. Aprendar a ensinar (educar) fazendo perguntas, pois elas engatilham o processo do saber e do pensamento e, conseqüentemente, da inteligência. No diálogo reside uma grande parte do sucesso nos relacionamentos.
5) Conte histórias.
6) Humanizar o conhecimento.
7) Humanizar o Professor: cruzar sua história.
8) Educar a auto-estima: elogiar antes de propor críticas.
9) Gerenciar os pensamentos e as emoções.
10) Participar de projetos sociais. Levar os alunos (filhos) para visitar Hospitais, Hospícios, Associações de Fisioterapia para pessoas com problemas físicos, Associações que cuidam de projetos em favelas, enfim, mostrar-lhes que a vida não é só feita de novelecas enlatadas made in globo.
Um computador J A M A I S será capaz de substituir um Professor. Sem ele o mundo perderá de vez a sua alma.









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