Novembro 8, 2004
Ingratidão, Soberba e Loucura.

Ingratas. Assim são certas pessoas que conhecemos pela vida à fora. Elas chegam de mansinho, lhe trata com carinho, tenta falar seu idioma, esconde suas garras, oferece-lhe algo de bom grado, consegue o que quer, de repente, consegue bem mais que sonhava e, assim como surgiu na sua vida, da mesma maneira desaparece, do nada. Cuidado com pessoas que vivem profanando frases maldosas, usando-as como se fossem seus "mantras" (ou "MM" = mantras do mal), se apoderando do negativo para confirmar suas tendências malévolas, afaste-se delas. Elas não escondem de ninguém: têm o caroço estragado. É muito difícil se desvencilhar de gente assim. São enganadores natos.

Soberbas. Esses são cegos pra si mesmo. Não enxergam praticamente nada adiante do nariz. Vivem uma mentira pessoal que lhes agrada, pois a realidade de si mesmos é intragável. Pessoas ocas e falsos profetas, todos esses têm a face da soberba. Se acham os melhores em tudo, sabem tudo, criticam você a cada segundo, mesmo que essas críticas sejam desnecessárias, absurdas e sequer solicitadas. Diz o ditado: "Só dê conselho quando for solicitado."

Loucuras. Quê é ser louco? Quê é loucura? Diz o Aurélio: o que é contrário à razão, insensatez, que perdeu a razão, apaixonado intensamente, extravagante, doidivanas. Alguém que perdeu a razão, quer seja por um momento, foi dominado pela loucura. Portanto, é simples dizer: todos somos loucos. O ruim é permanecer louco...

Já conheci uma gama de pessoas que preenchem os tipos acima. Na vida real e virtual. Muito mais na virtual, preciso dar meu adendo, até porque é muito mais fácil conhecer mais gente na internet hoje em dia. Mas cuidado, essa rede está cheia de aranhas de 8 pernas. E o pior, a maioria são mulheres mesmo. Sexo ruim.

E quanto à razão? Quê é razão?! Diz a lenda: "Faculdade de avaliar, julgar, ponderar idéias universais, raciocínio, juízo, capacidade de estabelecer relações lógicas, inteligência, bom senso, prudência, moral." Hoje em dia está mais que provado que não importa quem, sejam médicos, garis, professores, secretárias, empresários, escritores, políticos, artistas e simples "mamães de família", todos eles e muitos outros, esqueceram ou não sabem mais o significado da RAZÃO. E aqui na internet, longe de seus uniformezinhos baratos, de seus crachás vagabundos, de seus livros velhos e empoeirados, dos seus diplomas que nunca foram usados, todos eles, sem nenhuma exceção, são homens sem um pingo de razão, expondo assim, enlouquecidos, seus verdadeiros Eus/Egos através das condutas dominadas pela ingratidão, pela soberba pérfida, pela loucura.

Aqui vemos, day-by-day, o quão todos loucos são. Ninguém é perfeito, muito menos eu. Tenho meus momentos de loucura! Minhas extravagâncias diárias, minha soberba rarefeita pela consideração ponderada. Mas o meu interior, aquilo que eu tenho para oferecer, permanece teso, rijo, firme como o falo de um garanhão espanhol. Porque a razão é minha essência. A nossa essência. Não somos humanos por acaso. Sem a razão retornamos à Idade da Pedra. E é isso o quê vejo ultimamente, o retorno fenomenal de homens e mulheres à Idade da Pedra. Semi-homens sem moral, sem prudência, sem a capacidade básica de pensar antes de fazer algo. Que decepção.

Semana passada passei por um momento muito difícil na minha vida de mãe. Não estava nem mais com vontade de continuar a blogar e, sinceramente, a tendência é de que tudo isso aqui sumirá em breve; de vez. O meu tesão acabou. Só lhes escrevo hoje porque a balbúrdia inesperada deste último post, onde fui agredida gratuitamente por mais um desses seres dominados pela loucura, me fez pensar. Eu sei que tenho fãs, que existem pessoas que gostam das besteiras que escrevo, que vêm aqui á procura de novidade e diversão. Nem sempre há algo divertido ou novo, na maioria das vezes, apenas desabafos (como deveria ser desde o início) ou ponderações sobre a atualidade. Eu não estou abalada pela agressão "umsonst" da maluca não, estou muito mais abalada com a minha realidade. Ela sim, sempre a priori em minha vida. A realidade é a única coisa que me importa. E eu estou abalada com isso, com essa realidade que já é tão difícil, com esse dia-a-dia estrangeiro, onde tenho de me reconstruir diariamente por inteiro.

Não sou mulher de desistir de nada. Quem me conhece sabe disso. Mas acho que está na hora de sair de cena. Estou enojada com muita coisa e com muita gente. Estou precisando de férias bem longas, não do meu querido blog, mas na vida real mesmo. Afastar-me do blog é uma opção, é o quê penso. Afinal, eu não sei lidar direito com ambos os planetas quando misturados. Sei lidar com um e com outro muito bem quando separados. Aqui sou a Pati do Paitplates, aquela que não consegue expelir o cinza nos relacionamentos, ou branco ou preto, ou me ame ou me odeie. Aquela que fala o que pensa sem rodeios, que se arrepende e pede arrego, que está sempre pronta a ajudar, seja a quem for. A templeteira cheia de manha que realiza seus desejos e ainda lhe ajuda, lhe ajuda a fazer com que você mesmo os realize por si mesmo... Mas na realidade, quem sou eu? Na realidade sou a Patrícia simpática e sorridente. A mãe de Bernardo e Leonardo, a esposa do Rainer. A ex-comissária de bordo que fala várias línguas e que impressiona as pessoas por sua desenvoltura e carisma. A humilde Patricia que pergunta quando não entende e, sempre naquele tom calmo, consegue evitar discussões e propor reconciliações. A Patricia brigada com a irmã há meses, voluntariosa, que não esqueçe que a irmã lhe foi injusta, a agrediu sem razão (!) e espera pelo pedido de perdão. Mesmo que esse nunca venha. A Patricia consciente de si mesma, segura, de rija auto-estima, que assusta certas pessoas num segundo contato. A Patricia generosa, mas ao mesmo tempo impaciente e voluntariosa.

Dentro de tantas qualidade e defeitos há uma pessoa que hoje está triste: sou eu. E não foi por causa desse canto aqui, mas por causa da realidade. E a realidade me chama. Até um dia.

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Hallo, bin Patrícia aus Brasilien und erzähle ich hier ein bißchen von mir und meinem Leben. Wohne in Deutschland seit ungefähr 3 Jahren und bin Flugbegleiterin von Beruf. Bin verheiratet und Mutter 2 Söhne (3 und 13 Jalt). Zur Zeit lerne ich die deutsche Sprache weiter, weil ich gern lerne und weil in Zukunft möchte ich damit arbeiten.

Das ist ein 'Zweisprachiges Tagebuch' und die Sprachen, die hier verwendet werden, sind Portugiesisch und Deutsch. Wenn Sie entweder Port. oder Deutsch nicht verstehen können, bitte, Verzeiung aber das ist ein Experiment. You can send me an email in english, no problem.

Ein bißchen von mir:
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- Lesen, Bücher, Antiquität
- Sprachen, Kinder, Lernen
- Beobachtung, Stille
- Poesie, Schiller, Eichendorff
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- Neugierig, Nervös
- Lieb, Nett, Zuhörerin, Hilfsbereit
- Mutig, Hartnäckig, Entschlossen

- Selbstwebusst, Realistin

Olá a todos! Reabri o Blog e agora ele será bilingüe. O escopo agora é dar asas à essa personalidade multifacetada e deixar que as línguas, sintomas dessa esquizofrenia lingüística, fluam em paz assim como ocorre normalmente na minha cabeça. Qualquer dúvida ou pergunta, por favor, envie-me um email. Obrigada pela sua visita e volte sempre que decidir voltar, mas venha trazer-me harmonia, por favor..

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