

Primeira neve do ano! Tava até com saudade :-) (pode cair na gargalhada Sandrali...) Pois é, dizem por aqui que neve em dezembro é sinal de um Ano Novo próspero, maktub.
Queria que vocês pudessem "sentir" a neve nas fotos. Não tem como se explicar esse fenômeno, pois é, além de lindo, uma coisa completamente pessoal. Cada um sente a neve de um jeito diferente. Eu não gosto de frio, mais que claro, mas sou uma apaixonada por neve. Sempre que experimento essa coisa da neve que me sinto criança de novo, mas uma criança que nunca havia visto neve! Ah, sim, a sensação básica é a de se estar dentro da geladeira ou talvez dentro da ala de danone e iugurtes do Carrefour...
Ah, hoje fui no curso, depois de dois dias de ausência, tô com o primo Chico aqui em casa, sabe como é... Enfim, todo dia um "Abenteuer" [aventura] por lá. Olha, desde que Galileu Galilei resolveu mostrar à Igreja e ao mundo a "relatividade" da vida (e de como entendemos o mundo...), através de suas conclusões astronômicas, portanto, séculos antes de Einstein, que não se deveria achar que a "terra é quadrada", mas tem muita gente que não consegue ver um palmo a frente do nariz...
Existem pessoas atoladas na ignorância, na arrogância de se acharem sabedoras de alguma coisa! Já cansei de dizer: "só sei que nada sei". Escrevo tudo aquilo que penso por aqui, mas meus pensamentos não são estáticos e temporais (ou muito menos não-relativos!) como meu blog. Meus pensamentos, minhas idéias e minhas conclusões são espontâneas e se renovam a cada dia que passa. Elas, as minhas opiniões, são tão dinâmicas quanto a própria vida, portanto, se renovam a cada dia! Mas as coisas que escrevo aqui parecem ser considerações eternas e estáticas... Nada disso. Meu blog é meu diário de notas online, saca? Que vocês, meus caros visitantes xeretas, têm a SORTE de poder xeretar!!! VIU A DIFERENÇA DE RACIOCÍNIO? Tudo por causa do exibicionismo que existe em TODO BLOGUEIRO, todos nós somos exibicionistas baratos. Gostamos de externar nossas opiniões, vê-las confrontadas ou discutidas, blogueiro que não gosta de discussão é o tipo da pior espécie. Mas confrontar não é agredir! E para se discordar de alguém é preciso se possuir argumentos concretos, bem pensados e não um monte de balela à la Grobo.S/A, essa galera "bunda+celular+futebol" que não tem nada na cabeça, por exemplo. Pois é, depois vem fulana e sicrano, se achando o umbigo do mundo, vomitar no meu diário, pode?! Não pode não, se você não gosta do que escrevo que estás a fazer lendo minhas anotações? Quem é você pra me criticar? Eu não sou blogueiro famoso e público, cuja opinião até deva realmente ser comentada, afinal, eles "formam opinião"! Nada, sou uma mera criatura qualquer vivendo sua vida [super normal] num país estrangeiro, uma interessante, porém, ordinária diferença. Portanto, não gostou? Suma! Aperte o X do browser e não perca a oportunidade de "sair de fininho", ao invés de, feito um elefante de circo desengonçado, deixar comentários pífios, ignorantes e sem conteúdo no MEU blog...
Pois então, apesar de minhas conclusões sobre a vida serem dinâmicas é claro que existem, acima de tudo, os meus valores pessoais e, claro, esses são menos mutáveis, muito mais sólidos do que minhas "opiniões". Quer um exemplo? Acho que trair o homem com quem se casou é errado. Primeiro, é um sinal claro de que a mulher não o ama de verdade, pois uma mulher que ama seu marido de verdade não sente necessidade de traí-lo! Minha concepção de casamento é a mais tradicional que existe: um mais um igual a dois. Essas concepções de triângulos, quadriláteros e polígonos matrimoniais me cansam... Afinal, qual o maior desafio senão manter uma relação dois a dois sempre quente e funcionando?! Viu a simplicidade da coisa? Pois é... Depois vejo mulheres reclamando do marido, chamando-os disso e daquilo, elas só os valorizam quando se lembram de dinheiro e do quanto eles precisam trabalhar para que elas mantenham a bunda sentada no sofá... Marido não é banco, é um homem que precisa ser respeitado e mulher que difama o próprio marido não presta. Sinal também de casamento sem amor. Enfim, mas essa é a minha opinião PESSOAL e não fico jogando isso na cara de ninguém. Pra quê? Não sou obrigada a achar bonitinho mulher e homem casado pulando o muro, mas posso até vir a compreender isso perfeitamente, caso a pessoa me seja íntima, por que não? Entendeu a relatividade da coisa?
Então, sempre que toco no assunto que rola por aqui e o mesmo tem a ver com religião, quase sempre comento que islamismo e catolicismo são díspares, água e óleo. Quem lê e estuda sabe. Não precisa muito, basta "überfliegen" [dar uma olhada rápida em algo]. Tenho meu pé três metros atrás com relação à entrada da Turquia na EU, etc. É uma questão de deduções básicas de quem vive uma vida comum, de quem está em contato diário com a vida comum e o povo comum. Esses políticos, sociólogos e religiosos enclausurados não tem contato com a vida! Criaturas que vivem trancafiadas em mansões sem contato com a vida comum, como podem essas pessoas saberem ou opinarem sobre o futuro de todo um continente, sendo o mesmo marcado por guerras religiosas? Eles não sabem nada, mas nos usam como cobaias. Simples.
Daí que hoje uma aluna do curso, muçulmana, engenheira e mãe de uma bebezinha linda, comentou que duas Academias de Fitness não a aceitaram porque ela usa Hijab [lenço na cabeça]. Vendo-a tete a tete externando sua tristeza é uma coisa muito diferente. É interessante em ver como ela, por exemplo, está mergulhada até a cabeça nesse "sistema religioso" e não pode ou não tem como sair dele. Foi com o esposo, pois ela mesma, insegura, não teve coragem de ir sozinha, não fala alemão fluente ainda (apesar de falar inglês fluente). Ou também pelo medo de ser maltratada? Eu achei um absurdo, apesar de lá dentro da minha cabeça ter me perguntado: "por que ela precisa usar o lenço na aula de esporte?". Achei um absurdo, pois num país cujo Kanzler apoia claramente a participação da Turquia na EU, tal atitude me pareceu a de um país intolerante.... Mas peraí, quem é intolerante mesmo? Pera, deixa eu pensar direito. Depois ela acrescentou: "e a moça ainda disse pro meu marido que estamos na Alemanha e que, portanto, eu deveria me vestir como todo mundo se veste por aqui". Quando você olha a situação com olho clínico o que se vê é intolerância, mas de ambos os lados. Do lado da Academia que não aceitou apenas por ela ter um lenço na cabeça que diz: "sou muçulmana, não mexa comigo". E do outro lado a intolerância dela mesma, pois qual a função meu Deus de usar esse bendito lenço em aticidades esportivas?! Não é um pouco demais? Afinal, ninguém a irá agarrar ou estuprá-la apenas por ela ser mulher, estamos num país civilizado! Claro, existem estupradores, mas aí a dicussão seria ad infinitum... Fora isso, muitos alemães vêem o lenço com repugnância, pois lêem nele terrorismo, repúdio à integração, como se o uso do lenço fosse capaz de criar um muro de 4m de altura entre as pessoas. Um muro de ignorância baseado numa peça de tecido.
E você? Quem você acha que foi intolerante? Você acha sensato o uso do lenço durante os esportes? Como você se sentiria ao trabalhar ou conviver com muçulmanos? Você se sentiria à vontade sabendo que seu filho está rodeado de muçulmanos na escola, ou mesmo que a professora de História dele é muçulmana e usa lenço? Essas perguntas são pra você que vive aqui na Alemanha e entende o que comento por aqui.









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