Morra de Aids (ou de ignorância), mas obedeça ao Cardeal...
Após reação da Igreja, Cesar Maia cancela distribuição de pílula do dia seguinte
Da Redação (editorultimosegundo@ig.com.br)
RIO - Após o protesto de setores da Igreja Católica, o prefeito Cesar Maia decidiu cancelar a resolução da Secretaria Municipal de Saúde, publicada no Diário Oficial do dia 25 de janeiro, que determinava a distribuição gratuita do anticoncepcional conhecido como "pílula do dia seguinte".
Segundo a Prefeitura, o prefeito já informou o Cardeal Dom Euzébio Scheid sobre a decisão.
Em nota assinada por dois bispos auxiliares, a Arquidiocese do Rio condenou hoje a oficialização da distribuição da "pílula do dia seguinte". Segundo a nota, trata-se de um medicamento abortivo, já que atua depois da concepção ter acontecido. Aliás, sua venda foi proibida na França e nos EUA, por seus efeitos negativos para a mulher".
Assinada pelos bispos Dimas Lara Barbosa e Antônio Augusto Dias Duarte, a nota diz ainda que "a vida humana é sagrada, e deve ser protegida, da concepção até a morte natural. E qualquer autoridade que atente contra a vida, ainda mais a vida de um inocente, exorbita de sua competência, e suscita a indignação ética de quantos, independentemente de sua religião, acreditam na dignidade do ser humano".
O vereador Adelino Simões (PPS) também se mostrou preocupado com a possibilidade do contraceptivo de emergência tomar o lugar de outros anticoncepcionais, como a camisinha.
A distribuição gratuita estava sendo feita experimentalmente desde outubro nos postos de saúde que fazem parte do Serviço de Planejamento Familiar e nas maternidades municipais. Para receber, a mulher passava por um consulta com uma profissional de saúde e preenchia um formulário.
As adolescentes podiam retirar o medicamento sem informar aos pais, exceto em caso de violência sexual. Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, todas as mulheres atendidas eram estimuladas a se integrar ao Serviço de Planejamento Familiar.
Aí eu me pergunto:
1) a tal pílula é "anticoncepcional" ou "medicamento abortivo" (tentando usar uma linha de raciocínio condizente com a lógica e não "com a Igreja", claro)?
2) É certo que uma garota dos 11 aos 15 anos seja impedida de usar a tal pílula?
3) As pobres, que tinham acesso ao serviço gratuito, agora, ficam impedidas do "serviço", mas e quanto às "endinheiradas", católicas romanas eternas, que recorrem às Clínicas de Aborto no Rio ou a médico que lhes vendem a tal pílula?
4) Quer dizer que no Rio o Papa manda não usar camisinha (mesmo que milhares morram de Aids por isso...) e todos dizem Amém?
5) Qual é a real origem dessa ignorância sexual na sociedade, principalmente entre os jovens? Por que não se discute isso com mais seriedade, por que não se fala de S E X O com mais seriedade e conseqüencia nos setores importantes da sociedade (não somente nos programas de auditório de merda da Globo, onde nenhum entrevistado consegue sequer formular um idéia coerente sem cair em clichês, quando falam!) cujos jovens têm acesso?
6) Que diabos tem a Igreja a ver com as decisões do Estado?!
Daqui há pouco irão ensinar nas escolas cariocas que a mulher nasceu da costela de Adão. E, quando deixarem, que Charles Darwin era um ogro britânico maluco, ah, aquele pirado à toa que inventou uma Teoria mais doida ainda, a de que o homem e os macacos (veja você!) têm algo em comum. Aquele pirado visionário dando uma de Deus, PODE?!









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