Porque gostei da palavra
Bom, vamos falar um pouco da minha rotina? Pois é, hoje foi o último dia de aula no curso de alemão... Mistura de alívio e tristeza. Alívio por me livrar da necessidade de conviver com gente antipátissíssima, mas tristeza por não ter mais a rotina do curso em si e dar essa pausa nos estudos. Como havia dito, já larguei há muito a neura de enfiar alemão à força na minha cabeça, tô fora. Mas nem tudo é tão simples assim, não é?
Havíamos feito, eu e Sílvia (a polaca brasuca =), uma lista para juntar grana e assim compramos (eu comprei...) 2 livros e um buquê de flores para a professora. Fizemos a lista em dezembro passado e desde então que vinha coletando com as colegas. Ontem fui no centro, na Schmorl, e comprei dois livros O nome da Rosa (5€) do Umberto Eco e um livro sobre Mitologia (10€) em promoção maravilhoso. Cada uma que foi hoje escreveu algo na página interna do livro. Daí uma lá (acho que repetiu umas 3 vezes...) disse em alto tom: "ah, eu escrevi em árabe!" Ninguém deu bola, daí ela repete de novo (ai meu saco...) e, finalmente, largo em seguida: "eu em Latim!" Sinceramente...
Eles vão reformular toda a estrutura do curso e o mesmo passará a ter um "nome" e uma "imagem". Em dezembro a professora e a diretora convidaram as alunas a participar da escolha do nome e de um logo. Claro, dei meu pitaco. O nome que escolheram foi SPRINT (Sprach- und Integrationskurse) e eu bolei o logo ^__^ É, se vocês virem meu logo por aí me avisem. Não, não rolou (ainda) grana nenhuma, apenas deixei claro para a diretora que quero meu nome como criadora do logo explícito ao público. Afinal, o mínimo que um artista pede é o reconhecimento de seu trabalho, isto é, através do crédito dado ao se citar seu nome, nesse caso, o meu nome. Pelo menos isso consegui, pois falar de "dinheiro" ficaria difícil no "conjunto da obra" (acontecimentos), da maneira como tudo rolou e depois, achei que pareceria um pouco de arrogância minha, afinal, quem sou eu... Enfim, quem sabe com o reconhecimento público o futuro não me reserve mais surpresas =) É, já fiz tanto trabalho de graça nessa vida! Não vai ser mais esse que me desanime a continuar lutando.
Olhe o logo aqui:

Querem ouvir meus pensamentos? A mulher é ativa, ela está correndo para alcançar seu objetivo, como numa corrida contra o tempo. Suas pernas são longas e passam por "vários mundos" (ou várias línguas, a sua, as que aprendeu e o alemão que está aprendendo) os quais possuem suas próprias culturas, linguagens, etc. As letras também são feitas "à mão" e o sub-título foi a única coisa que já existia.
Há um texto no Querido Leitor muito interessante a respeito do reconhecimento e do respeito ao artista. Acho que a Rosana é uma pessoa cujo talento para sintetizar suas (e nossas) idéias é uma benção para todos aqueles que a lêem. Ela é capaz de resumir em 4 parágrafos uma quantidade de verdades que, para um cidadão comum e menos talentoso, seria impossível não esticar por páginas... O reconhecimento é o mínimo que sonhamos, todo artista sonha em, no mínimo, ter seu trabalho reconhecido. Viver dele é a grande obra de arte (e desafio) da vida e nem todo artista tem essa sorte.
Eu não sei se um dia ainda terei a sorte de viver daquilo que faço, dos meus desenhos, das minhas idéias, de tudo aquilo que faço. A única coisa que sei é que ficar esperando ela bater na minha porta foi uma das coisas que nunca fiz. Sempre tentei ir atrás dela com minha garra, iniciativa, carisma e presença. Hoje, entretanto, já estou muito duvidosa se tanto "esforço" seja o correto a se fazer... Talvez eu deva realmente considerar a idéia de esperar que ela bata à minha porta...
E para não plagiar o gingle cibernético da Rosana, mas respeitando a sua primazia, isto é, a idéia original de se criar um cumprimento cibernético, aqui vai o meu próprio: Klick no mouse e schöne Pause! (portu-le-glês/ click no mouse e boa pausa!).
Ah, se você for agora ler o post abaixo não se confunda, não há contradições, eu acho super legal ver algumas das meninas postando o "Jogo da Bolsa" como "by pati" =) Süß... Esse reconhecimento é legal de se receber "de graça", entendeu? E quando disse "não importa" quiz dizer que o que realmente me importa, nesse exclusivo contexto, é a participação de outras pessoas na brincadeira. Há uma grande diferença entre pular corda com amigas e criar um logo para uma empresa como a Arbeiterwohlfahrt, com sedes em quase todos os estados alemães e no exterior... Tendeu? Pelo menos eu vejo diferença entre as duas coisas 0_0] Já pensou eu aqui nesse meio piro-cibernético "exigindo" copyright pela idéia? É, já pensei... Dexapralá. Como dizia o Clodovil "a fila anda"!









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