O Antigo Jejum Cristão
Atualmente a mídia toda só dá corda para o Islamismo ao mesmo tempo que, ao menos aqui na Alemanha, onde já vivo há 2 anos, o cristianismo vem desaparecendo da mesma. Não sei também se isso é devido ao Protestantismo notório do norte da Alemanha, o qual meio que abomina a Igreja Católica Romana, enfim, só o sul da Alemanha e algumas poucas cidades do norte são católicas. Mesmo assim o catolicismo está se tornando cada vez mais a exceção do que a regra por aqui. Não, o número de muçulmanos não tem aumentado não (e aumenta, pelo que sei, porque não se pode abandonar o Islã, quem abandona a tal religião é condenado à Morte), mas o número de Ateus...Enfim, talvez pra você que é católico isso não seja lá nenhuma novidade, mas para outros tantos letárgicos com relação à Igreja, bem, pode vir a ser uma novidade. Aposto que você já ouviu falar em "Ramadan", o tal mês de jejum dos muçulmanos, certo? Pois até isso eles copiaram do catolicismo. A Igreja Antiga não propunha aos primeiros cristãos apenas 28 a 30 dias de jejum, mas ao todo 6 semanas, desde a Quarta-feira de Cinzas até o Domingo de Páscoa. Esse era um período extremamente espiritual e de flagelação, onde o cristão era posto à prova. Não só ao fazer o jejum, mas também a trazer para a realidade os valores cristãos de perdão, doação, ajuda ao próximo, respeito ao próximo e, acima de tudo, o Amor. Aliás, o cristianismo ainda é considerado a "religião do amor". Apesar de todos os abusos já praticados em nome de Cristo, por favor, consideremos apenas as palavras e atitude Dele...
Na imagem vocês vêem o encarte da aula de Comunhão que meu filho mais velho está freqüentando. Está em alemão, mas acho que dá pra entender tudinho. E para aqueles estudando alemão é uma ótima pedida de pesquisa, pegue seu dicionário e mãos-à-obra! Agora, traduzinho o texto, afinal, não custa nada:
...e os cristãos que unidos no Caminho do Senhor estão, todos possuem algo em comum: precisam ser esforçar muito para alcançar o objetivo.
O desenho da estrada por todas as seis semanas de jejum há de ajudar-lhe. Com isso você estará preparado para celebrar então a Páscoa. Os maiores inimigos que se encontram no caminho estão em você mesmo. E eles se chamam: comodismo, desamor, orgulho, inveja, mentira,...
Entretanto, você haverá de vencer esses inimigos se manter dentro de si os olhos em Jesus e nos prêmios pelo seu esforço: a felicidade oriunda da celebração da Páscoa, a Vida Feliz, a qual Jesus prometeu a quem Lhe desse ouvidos.
A estrada deve ser pintada e nas cores:
VERDE: quando você ajudar alguém
AZUL: quando você conseguir renunciar algumas dessas coisas: doces, televisão, brigas,...
AMARELO: quando você deixar alguém feliz: fazer direito os deveres de casa, ser educado e cumprimentar as pessoas direito, visitas o vovô ou vovó no asilo (muito comum aqui), não se deixar ser advertido por ter feito algo feio ou errado,...
VERMELHO: quando você pensar em Deus: ficar dois minutos estático em silêncio, e orar para alguém, ao visitar a Igreja, confessionar (interior), ir à Missa, dar a dica da Comunhão a um amigo, ajudar ativamente nas tarefas relativas à Igreja, ler a Bíblia, ...
Enfim, o post não é uma pregação católica não, estou apenas repassando informação. A de que os cristãos, em sua maioria, nem sabem mais que o Jejum também faz parte de sua crença e que o objetivo do mesmo é a pureza de coração, o encontro divino com Jesus no Domingo de Páscoa. Sim, Páscoa NÃO é só um outro período consumista IDIOTA para empanturrar as crianças de chocolates e presentes...
No meu período de adolescência visitei muitas outras religiões. Apesar de ter nascido cristã minha mãe nunca foi carola, ao contrário, mulher independente e inteligente sempre deixou nossas mentes abertas para a decisão pessoal. A única religião, fora o Catolicismo Romano, que realmente conseguiu tocar meu coração foi o Budismo Tibetano... Visitei o templo sagrado no Rio (num local mágico), participei de cultos, li livros e me apaixonei também por Buda, mas uma das orientaçãoes mais importantes que o próprio Dalai Lhama dá é essa: "Não se sinta forçado a abandonar o seu berço, ou seja, a religião na qual foi batizado (iniciado) para abraçar ofegante o budismo... Aceite nosso pensamento (orientação, virtudes, idéias, etc) em seu coração e você já terá dado o passo mais importante. O que importa é o seu pensamento e a forma de você pensar." Amém.









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