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CARE - This is what happens with who cares...
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ICH LERNE DEUTSCHOlá a todos. Espero que todos aí estejam bem. Por aqui muito frio, mas ainda não caiu neve de fato. Houveram uma ou duas tentativas, mas nada que deixasse a paisagem com cor de algodão. Estou impressionada comigo mesma. Esse inverno não tem sido nem um segundo a tortura que foram ambos os últimos que aqui passei. Talvez já tenha me acostumado, não sei. Mas tenho saído tanto, andado tanto por aí e meu humor, garças a Deus, está até num nível 3 da Escala Humorística, fato teoricamente inacreditável. Esta semana que passou estive ocupadíssima com uma apresentação que fiz para a AWO-Hannover. Além de apresentar um Poema meu, feito em alemão, também doei a AWO uma pintura a óleo. Também ajudei a compor um cartaz com o poema de Elly Shermann em alguns dos idiomas das alunas. A festa comemorou os 25 anos do estabelecimento em Hannover. A "Arbeiterwohlfahrt" é uma espécie de Grêmio do Trabalhador que faz um trabalho de excelência para o imigrante aqui na Alemanha. Procure pelo seu "AWO" na sua cidade, pois lá você encontrará apoio não só pra você, mas encaminhamento para seus filhos, tais como aulas de alemão e preparação para Ausbildung, etc. Com a nova regulamentação da Lei para Estrangeiros, em vigor a partir de janeiro de 2004, querer permanecer na Alemanha sem falar alemão não será mais possível. O não domínio do idioma já é motivo para extradição. Veremos... Enfim, a festa foi ótima, eu mesma peguei a Oberburgermeisterin (!) da cidade pelo braço e a levei para ver minha pintura, alocada numa das salas, pois a Leiterin ainda não havia a colocado no saguão de entrada. Já a havia visto no GFA, lembra? Pois é, sou cara de pau mesmo, quem caiu no meu raio de ação eu levei =) Olha, vergonha eu teria de roubar, mas para mostrar meus trabalhos ou apresentar minhas idéias não tenho. Sei que isso causa uma inveja mortal na maioria das mulheres que estão por perto (as inseguras de si e mesquinhas contudo, acima de tudo consigo mesmas), mas sabe o quê aprendi faz tempo? Não são elas, sequer a opinião das mesmas, que paga minhas contas no fim do mês. Das opiniões dos outros aprendi a filtrar tudo aquilo oriundo de Inveja, Cobiça, Despeito e Ingnomínia. Existem pessoas que se travestem de "sabe-tudo" (ou "Klugscheisser" em bom alemão) para iludir os menos conscientes de si mesmo, assim inserindo na mente do infeliz suas concepções e ideologias moribundas. Durante as próprias aulas já tive de levantar a voz para não deixar certas idéias se impregnarem no ambiente sem um levante. Existe uma coisa chamada Saber e outra chamada Achar. O eu "acho" é mui vago. Não ache muito, passe a saber mais. Foi o quê aprendi. Falando em aprender, essa é pra quem fala inglês, existe um site muito interessante sobre a propagação do Islamismo no mundo, seus efeitos, etc. E, acima de tudo, a real intenção que essa religião propõe para todo o planeta. Uma das coisas mais interessantes que li hoje foi que, de acordo com as bases orientacionais do Alcorão, o muçulmano não pode raspar os cabelos do corpo. Um sinal para muçulmanos fundamentalistas, isto é, aquele que segue os fundamentos tradicionais da religião é: barba e cabelos compridos, para homens e mulheres. Assim como o uso de sobrancelhas feitas e make-up é proibido para as mulheres. Então, se você ver uma muçulmana maquiada feito a Barbie, de sobrancelhas feitas parecendo uma quenga, usando calça comprida [inaceitável] bem justa ao corpo, roupa em geral justa ao corpo, mas de "Kopftuch", tenha a certeza absoluta de que ela sabe tão bem da sua própria religião quanto qualquer católico que nunca leu a Bílbia... Outro fator interessantíssimo atual do blog é a entrevista com o ex-muçulmano Ibn Warraq, onde ele ensina como "discutir" o islamismo com um muçulmano, caso você goste de perder seu tempo, claro =) Isso me lembra o Catolicismo também. Se eu fosse seguir aquilo que diz a Bíblia já estaria no sexto filho? Jamais teria tido um filho fora do casamento! Talvez os "Amish" dos EUA sejam um bom exemplo de católico fundamentalista. Veja-os no filme "A testemunha" com Harrison Ford. Assim a gente tem uma idéia de como o "fundamentalismo" em qualquer religião é esquisito. Vocês sabiam que aqui na Alemanha as alunas muçulmanas não podem ser obrigadas a praticar aulas de esportes? Elas simplesmente são obrigadas, pelos Pais, a permanecer fora dos exercícios... Veja você, a Sharia, ou "Lei Islâmica", sendo legalmente exercitada num país dito livre e que respeita os Direitos Humanos! O Estado não pode "obrigar" a aluna a realizar as aulas de esportes, um direito que deveria ser não só exercido como mais que indicado à essas meninas, MAS os Pais podem, apoiados pela Lei, obrigá-las a não participar das aulas!!!! Onde fica a vontade, ou o exercício do direito legítimo de ir e vir, da menina? Aos 9 anos as meninas muçulmanas são muitas vezes obrigadas já a usar o Kopftuch (lenço da cabeça) e em países islâmicos já podem até ser obrigadas a casar... O próprio Maomé casou-se com Aysha e a mesma tinha entre 6 e 9 anos de idade. Sem mais comentários. Eu acho que a Bíblia tem muitos erros, a própria Bílibia admite isso, mas quando ouço um muçulmano dizer, de peito inflado, que o Alcorão é a "palavra de Deus" sem intermediários [ leia esse trecho], é interessante citar uma rede de controvérias a esse respeito, sendo uma delas a própria inclusão de fatos bíblicos (e por consegüinte, da própria Bílbia...) no tal livro. Então, a partir daí se faz a pergunta: se a Bíblia contém erros e está no Alcorão, por dedução, ambos estão errados?Religião é uma coisa controversa por si mesma e quem quiser ler um site, em inglês, excelente sobre o assunto clica aqui: BÍBLIA E ALCORÃO. No site você encontra os três livros, Bílbia, Bílbia Mórmom e Alcorão, destilados e destrinchados completamente e com as citações: Injustiças, Intolerâncias, Absurdos, Mulheres, Sexo, Homossexuais, Valores, etc. Para quem gosta de entender as religiões e se interessa pelo assunto, é um milagre cibernético. Quem dera existisse em português!!!!
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Johann Wolfgang von Goethe FÜNF DINGECinco Coisas Was verkürzt mir die Zeit? Tätigkeit! O quê me rouba o tempo? O dia-a-dia! [ as atividades diárias obrigatórias, a rotina frenética, a "falta de tempo"] Was macht sie unerträglich lang? Müßiggang! O quê o faz insuportávelmente tedioso? Ociosidade! Was bringt in Schulden? Harren und Dulden! O quê traz as dívidas? Espectativas e Tolerância! [esperar indefinidamente, auto-compadecimento, pena de si mesmo]Was macht Gewinnen? Nicht lange besinnen! O quê traz a vitória? Não hesitar demais! [não pensar demais a respeito de uma ação, agir]Was bringt zu Ehren? Sich wehren! O quê traz a Honra? Fortalecer-se! [força interior, não se deixar atacar]Johann Wolfgang von Goethe (1749-1832)
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Você contém uma Luz!Especialmente pra você...  Conceber uma criança nos dias de hoje não é uma decisão simples. Principalmente se essa gravidez foi "inesperada". A gente sabe que esse termo meio que não existe, toda mulher tem consciência de si, ao menos aquelas que tiveram um pouco de educação. É simples, a gente meio que não acredita que vá engravidar assim fácil. Mas só os óvulos sabem de si, que merda ;) Eu tinha 18 anos quando fiquei grávida pela primeira vez. Foi uma loucura na minha vida. Da noite pro dia minha adolescência acabou e a partir daquele momento ganhei outro título: mãe. Não estava casada, estava apenas noiva e, naquele momento específico, praticamente decidida a não seguir adiante com aquela loucura. Já sabia que o homem no qual havia me apaixonado não era o homem certo pra mim. Eu não o amava por completo e o "click" genial não tinha ocorrido. O que havia era uma obssessão dele por mim. Só. Meus estudos foram prejudicados. Tive de ficar pulando de casa de sogra pra casa de mãe, pois não tínhamos nem como ter, na época, uma casa só pra nós, isto é, virar de vez uma família. Nenhum lado, nem o meu e nem o dele, mexeram um parafuso que fosse para nos ajudar. Parentes próximos fazendo de tudo para nos separar e Bernardo nasceu nesse furacão. Nasceu sem um quartinho de bebê só pra ele, arrumadinho, dormiamos no memo quarto com minha cunhada e, às vezes, com meu cunhado, lá em Porto Alegre. Tive o Bernardo no Rio, onde ele tinha um berço e outras coisas suas, mas acabamos indo pra família do pai do Bernardo, pois no Rio não havia condições mais. Apesar de na casa da minha mãe termos um quarto só pra nós e tudo mais. Tive de abandonar tudo, o bercinho, minhas coisas, tudo, e me mudar com um bebê de 6 meses para a gelada Porto Alegre. De alegre, a minha estadia por lá, não teve quase nada. Inferno. Eu pensei em aborto? Claro! Com repugnância e desespero pensei sim, e os meus estudos, o meu futuro?! Tudo acabado. Muitos anos horrorosos se passaram até que eu decidi voltar de vez para o Rio e abandonar as garras do obssesso. E ali, solteira e mãe, resolvi recomeçar minha vida. Meu pai (distante) e minha mãe sempre me ajudaram financeiramente, mas emocionalmente ambos ficaram devendo. E uma nota de cem reais não cura depressão, tristeza incontrolável, desespero e vontade de se matar. Talvez sirva pra limpar a bunda. Fui trilhando bem devagar e me acostumando com essa idéia de ser mãe. Quantas alegrias não tive com o pequeno Bernardo! Aprendi a ser mais gente com ele. Hoje posso dizer: me arrependo de ter sequer pensado em aborto. Afinal, como matar a confirmação viva do climax vivendis que se originou em mim?! Como matar a mim mesma? Uma vez, na rua onde morava, já tinha passado das 11 da noite, quando uma mulher (moradora de uma dos quarteirões pobres da rua mais acima) bem jovem teve seu bebê SOZINHA lá no meio da rua. Descemos, eu e o pessoal do prédio, com os gritos para ver o que ocorria. Meu amigo, Márcio, de repente vem com o bebê sujo de sangue nos braços. Louro que só ele e alto feito uma porta com aquele bebê recém-nascido negrinho e sujo nos braços. Tirou a própria blusa para proteger o bebê do frio da noite. A mãe trouxeram ensangüentada para dentro do prédio, fazia frio. Chamaram ambulância, mas um vizinho da vila ao lado acabou levando mãe e bebê para a Maternidade mais próxima. A ambulância demoraria demais! Essa foi uma das experiências mais aterrorizantes e belas da minha vida. No fundo, é assim. A mulher e seu bebê estão completamente sozinhos na calada da noite [e na vida] e ele há de nascer, mesmo que no meio da rua. Portanto, se você tem um marido e uma família que já lhe acolhe e ajuda, por favor, considere antes de pensar em abortar. Acho que dar o bebê, logo que nasce, para a adoção é mais digno. Pelo menos está se respeitando a vida de ambos. Aqui na Alemanha já cansei de ver mães matando, a facadas, os próprios filhos (desde bebêzinhos recém-nascidos até crianças de 1 a 8 anos de idade ou mais velhas), mulheres morando em casas enormes e com dinheiro, com marido, família, etc. O quê dizer disso? Loucura, solidão, demonização. Uma coisa é certa: não há desculpa para o aborto. No estupro e no caso de bebês com doenças sérias congênitas acho uma opção (desumana), mas considerável, pois evitaria-se assim a tortura de uma vida miserável para uma mulher despreparada [e desamparada]. Muitas preferem até ter esses filhos, mas acho que a mulher, nesses casos, deveria ter o direito de optar, e com respaldo total. Se esse não é o seu caso. Pare e pense. ------------------------------------------------------------------------------------------ Leitura Online: Kafka's "Metamorfose" (Die Verwandlung) - Clique pra ler em alemão.
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Dublagem X Legenda X Original" Pior são os países em que a dublagem é obrigatória. Na Alemanha, por lei, todos os filmes que passam no cinema são dublados. Com certeza, alguma antiga lei nazista que os aliados esqueceram de derrubar." - Alexandre Cruz Almeida. Estava lendo o Alexandre hoje, não leio sempre, mas quando estou com saco, leio-o. O texto que ele escreveu sobre Cinema e suas ramificações técnicas (especificadas no título do post) é muito interessante. Mas assim como ele acha Arte algo inútil, achei toda essa verborragia dele sobre o tal assunto também mui inútil, além de equivocadíssima quando ele lança no texto a frase acima, sem nem ao menos piscar os dedos. Buenas, ninguém é perfeito. Primeiro, em todo cinema alemão você irá achar a versão original do filme em questão. Talvez você não ache de todos os que estão em cartaz, é verdade, pois a oferta dos filmes no original são limitadas (só olhando nos sites da Cinemaxx para poder saber data e hora direito, e pra isso tem de se falar alemão =), mas isso não significa que você não tenha como assistir o filme no idioma original! Segundo, mais uma vez, a ignorância e o preconceito de sempre: falou do alemão tem de falar do nazismo, e sempre trazê-lo à tona na realidade alemã atual. Imperdoável. Ele está tão "anglicilizado" que ainda se dirige à Alemanha como subjugada aos "aliados"... Perdoemo-lo, pois ele não sabe o que diz. Todo o assunto é inútil? Claro, independente do que intelectualóides e rebeldes sem calça digam sobre dublagem e legenda, elas sempre hão de existir. Porque não existe sociedade no mundo que seja "super educada" a ponto de retirar a dublagem e a legenda dos cinemas. É simples. A maioria do povo não tem instrução suficiente para entender o "espírito da coisa" nem no próprio idioma... E de que adianta dizer que entende o filme em inglês? (falar isso milhares de vezes no mesmo texto, entupindo as minha veias cerebrais com esse pleonasmo de informação) Grandes merda Alexandre, qualquer teenager da Barra nasce falando inglês: "vamos na Backery hoje mãe?" "quero ir no shopping hoje jogar bowling com os brother!" Papo furado! Muito pior do que legendas e dublagem é a não disponibilização ao público da obra artística, seja ela cinema ou literatura. Em países como a Índia há briga de multidões porque um filme está sendo exibido nessa ou naquela língua! Será que "Casablanca" ou "Terminator" são exibidos em inglês no Irã, Egito e Líbano? O mesmo é dizer que o Alcorão só pode ser lido em árabe. Então só pode ser muçulmano quem nasceu árabe. Tiremos aí mais de 80% dos crentes dessa religião. Por causa dessas idéias paralizantes é que a informação se mantém sem tradução e não pode, pelo menos, ser exibida ou sequer discutida. Como se discutirá o Alcorão, por exemplo, no Brasil, se ninguém falar árabe perfeitamente? Das duas uma: ou se usa uma tradução (uma que o Imam sempre há de desvalorizar, árabes não gostam de tradução, eles querem que todo mundo fale árabe) ou se ensina ao povo a língua... Patriotismo lingüistico é a coisa mais pútreda que existe. Dublagem e Legenda é necessária sim porque o estado jamais será capaz de suprir a necessidade de " Culturalingüistica" total de um povo. E o estado "deve trabalhar para a maioria da nação", mesmo que isso signifique deixá-la [a maioria] o mais burra e ignorante possível, fazendo assim com que pessoas de cultura, como o próprio Alexandre, sejam vistos como "estranhos no ninho", "o esquisito", "o metido à besta", etc. Saber outro idioma é ter cultura? ÓBVIO, como ele muito bem exemplifica no texto! Não é só isso, aprendendo outro idioma, você pode aprender a cultura que esse idioma expressa, portanto, você traz para o seu espectro interior uma bagagem cultural estrangeira que lhe tornará uma pessoa, no mínimo, de horizontes lingüisticos e culturais mais amplos. Assim como o Alexandre também detesto legendas e dublagens. São péssimas, matam o filme. Minha mãe me levou para ver Star Wars IV pela primeira vez em inglês, eu tinha o quê, uns 9 anos? Sim, ouvir o Darth Vader no original é imcomparável e foi ali, naquele exato momento, que vi que um dos meus objetivos na vida era aprender inglês. Mas cada um tem a mãe que tem e a cabeça que tem. Não há como se obrigar ninguém a adquirir cultura, a aprender outras línguas (quem tem tempo e dinheiro para isso no Brasil de hoje?!?!?!), infelizmente. Só eu sei as barbaridades que começei a entender aqui depois que aprendi o alemão. E as dublagens alemãs são cocô de vaca se comparadas às brasileiras! Ler Salman Rushdie ou Douglas Adams em português não é verdadeiramente a experiência transcedental que lê-los em inglês. Certo, muito certo. O mesmo é ler Goethe, Schiller, Nietzsche ou Kafka em português... Não há como comparar!!! Mas e daí? O "certo" seria não ler? Como o Alexandre várias vezes disse no texto? Não. PIOR é o "não ler" Alexandre, PIOR é o não ter visto e muito PIOR é "cagar e andar pra quem não pode entender o original". Todas as opções, na minha opinião, devem estar disponíveis. Assim todos temos a oportunidade de ver, ler e ouvir do jeito que quisermos. Aliás, é como o sexo (e tudo se resume nisso), cada um fode do jeito que quiser. Mas para ter o Orgasmo, ah bem, aí são outros quinhentos!
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Você já gozou hoje?!
Crônicas sobre o Sexo dos Seres-Humanos  Nos tempos de Faculdade achava comigo que a aula de Filosofia seria um "saco". "Ah, que chatura não vai ser um professor dialogando sobre aquele papo de doido dos Filósofos", pensava antes de começar o primeiro semestre. Começei a estudar em agosto e, no Rio, nessa época, chove muito. Engraçado que muitas das imagens mentais que tenho do Rio são na chuva, o pátio alagado da Gama Filho lá no Engenho de Dentro, a pizza no restaurante logo em frente (todas as cadeiras da faculdade tinham nome pra pizza, pizza "Direito", pizza "Engenharia", etc. Advinha qual pizza não tinha nome? Isso mesmo, "Letras"...), a turma se encontrando para bater papo, assalto na frente da Faculdade, etc. Excitante, muito excitante. O professor de filosofia era o mais piradão de todos e o mais repugnante também. Sei lá eu a tática dele, mas obter carisma não era o que ele queria mesmo. Ainda me lembro dos Crentes Evangélicos discutindo horrores com ele em sala de aula; ele era ateu e metia o dedo na ferida da rapaziada. O povo ao invés de ouvir e aprender alguma coisa, não, ficavam fazendo a porra do Ping Pong sem raquete com ele... Diabólico ele. Olhava pra todas as mulheres da escola com olhos de cobiça, se você deixasse ele te olhava como se você estivesse nua. Adorava comentar sexo e o céu de Ptolomeu. Ah, os gregos e romanos. O que seria do mundo [ocidental] sem eles. Um belo dia rolou de falarem em orgamos e Deus. MIstura braba né? Que nada. Havia uma aluna, mãe de 5 crianças, que, no calor da discussão (que eu nem me lembro mais em que pé estava) largou essa: "eu tive todos os meus filhos sem dar um gozo e acho que Deus foi um baita de um sacana com as mulheres!" A platéia explodiu, a mulherada começou a tagarelar em níveis insuportáveis, nerds acoitados no fundo da sala riam baixinho, debaixo da testa cheia de suor, o professor, agora desafiado a explicar o porquê do ser masculino não passar por tantas "dificuldades" biológicas, físicas e orgânicas como o ser feminino, delirava de prazer com a deixa da fulana... Nós damos à luz aos nossos filhos, seja por Cesárea ou por Parto Natural, e temos de conviver com a dolorosa fase de recuperação. Antes disso já aprendemos a sofrer mensalmente com a Menstruação (curso preparatório), não só com a perda de sangue e as contrações do útero para expelir o sangue, mas com uma possível TPM ou TSS, etc. Depois que você se torna mãe, pronto, sua vida nunca mais será a mesma, caso você não tenha abortado por motivos fúteis ou não fuja da responsabilidade, e você passa a precisar fazer tudo duplicado, a pensar por dois (caso do primeiro filho, acrescente depois os outros filhos, caso os tenha). E o mais injusto de tudo: sua gravidez não depende em absolutamente NADA numa [suposta] necessidade de você ter um orgasmo, isto é, para consumar o ato. Não. Quem goza é, mais uma vez, o homem. DIzem que há possibilidade de o homem gozar sem expelir esperma e também dizem o oposto. Eu não tenho penis e até hoje não vi um homem gozar sem expelir esperma.... Enfim, vai ver um Sufi Indiano o faça, mas não é regra, portanto, é como diz o slogan: "gozou? não tapou? Então Fu*" Caso contrário, todo homem gozaria sem expelir esperma e estaríamos aí [talvez] livres de AIDS, DST, e GRAVIDEZ INDESEJADA entre adolescentes! Se você goza sem fazer chuvinha cumpadi, faça um site e ensine à galera, assim você estará ajudando a Humanidade. Adeus Pílula! Uma mulher não precisa gozar para engravidar... A maioria das mulheres só conhece o Orgasmo bem tarde, mas bem tarde mesmo, se compararmos com os meninos. Eu acho isso injusto. Deus bobeou demais nesse lance de homem x mulher. Todo homem pode olhar pro próprio filho e fazer aquela conexão meio pirada, mas real, com aquele belíssimo momento que é o Orgasmo. Fica gravado. É como se essa criatura indefesa que demora tanto pra crescer, fosse uma comprovação constante da nossa capacidade de sentir. É isso o que eu sinto quando vejo os meus. Eu os senti. Mesmo não tendo nenhum poder sobre "A Criação" (como disse, conferida ao penis ejaculador), senti-me menos "encubadeira" a partir do momento que me dei conta disso. Claro que a mulher tem também de estar sintonizada, isto é, já ter um óvulo preparado para a "criação", passando nesse momento a co-criadora, mas é, como já disse, uma posição passiva, como em praticamente tudo na vida da mulher comum. Toda mulher tem o direito a um orgasmo, nem que seja uma vez na vida. E a maioria delas nem sabe que pode ter esse direito, uma tristeza. Pior quando não se filosofa sobre ele, mulher tem que filosofar sobre o Orgasmo também oras. E acabar com esse mito de que o SEU Orgasmo depende do seu parceiro. M E N T I R A !!!! Essa é a maior mentira que já ouvi na minha vida. Mentira. O corpo é seu, o cérebro é seu, o coração é seu. Simplesmente ponha-os para trabalhar cacete.
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