sábado, 14 de novembro de 2009 às 05:40

Saint Seiya – A Saga Guarani (fic, cap. 7)


Saint Seiya – A Saga Guarani
Capítulo 7 – Os guerreiros intocáveis



- Então, você é o “homem ideal para me enfrentar”? – o hospedeiro de Teju Jagua comenta, usando as palavras de Marangatu com ironia, enquanto Asterion observa seus companheiros, divididos em duplas, entrarem nos túneis que levam à Yvy Marã.
- “Homem ideal”?! Foi isso o que Marangatu disse, mas eu não acho que seja bem assim. É verdade que eu tenho técnicas que serão bem convenientes para lhe derrotar, mas, muito além disso, eu tenho a vontade necessária para elevar o meu cosmo até que seja possível superá-lo, monstro.
- Belas palavras, cavaleiro, mas apenas falar não é o suficiente para me derrotar. Logo você descobrirá que foi deixado aqui para morrer enquanto Marangatu segue adiante com seus amiguinhos. E ele deve saber que acabarei com você e irei atrás dele! Ahahaha!!
Enquanto sua risada ecoa pelo local, Caio de Teju Jagua se lança contra o cavaleiro de prata desferindo-lhe um soco energizado muito potente no peito. Asterion é arremessado até uma das paredes da caverna, chocando-se violentamente contra esta. Ele sente como se seus pulmões quase tivessem sido despedaçados e, com sangue escorrendo pela boca, parece prestes a recuperar o equilíbrio após o impacto quando percebe a intenção do inimigo em acertá-lo com um gancho de esquerda em seu rosto, mas não consegue se desviar do ataque, sendo lançado dezesseis metros para o lado, tombando fora da caverna.
”Por mais que eu consiga ler seus pensamentos e saber o que ele vai fazer, a superioridade de sua velocidade não permite que eu me esquive ou tente um contra-ataque. E isso anula qualquer vantagem que eu poderia ter”, Asterion pensa enquanto se levanta com certa dificuldade, ainda tonto por causa do último soco de Teju Jagua. Pelo chão, de onde recebeu o golpe até o local em que caiu, pode-se perceber estilhaços da tiara de Cães de Caça brilhando em meio à relva salpicada de sangue do cavaleiro.
Caio também sai da caverna da Montanha Guaíra, indo na direção de Asterion. Apesar de a armadura de Teju Jagua ser predominantemente marrom, os seus detalhes verdes refletem a luz do sol de forma tão intensa que o cavaleiro de prata precisa proteger seus próprios olhos com as mãos.
- Você parece surpreso, cavaleiro. Esperava menos de um dos descendentes de Tau? É verdade que, ao contrário do “vovô”, eu não sou uma reencarnação de um ser mitológico. Mas, uma vez que o espírito de Teju Jagua me escolheu como seu portador, seu poder, ou cosmo, como vocês chamam, todas as suas memórias de combate e todas as técnicas que possuía foram automaticamente incorporados por mim. Além desta armadura maciça, é claro – Caio se aproxima de Asterion, olhando-o por cima, do alto de seus 1,94 metros. – Me enfrentar é como enfrentar o próprio Teju Jagua e, como Marangatu mesmo contou a vocês, foi preciso que um deus parasse o tempo para que o filho mais velho de Tau e Kerana fosse morto. Um deus! O que você pensa que pode fazer, então, cavaleiro?
- Enfrentar e vencer deuses faz parte da rotina dos defensores de Atena – Asterion responde encarando o oponente –, e, como você mesmo sabe, monstros não são nada perto dos deuses – desfere um soco contra Caio, que apenas segura sua mão com total facilidade, empurrando o cavaleiro para trás em seguida.
- Ahahaha! É difícil acreditar que guerreiros do seu nível possam ter derrotado deuses. Ou, então, as divindades gregas não merecem a fama que possuem. Sua própria Atena, por exemplo, pelo o que ouvi dizer é uma adolescente extremamente dependente de seus cavaleiros. Foi sequestrada duas vezes recentemente, como uma simples garotinha! Será preciso que um macho vá até a Grécia para fazer com que a sua deusa virgem aprenda a ser uma mulher de verdade?!
- Miserável!! Vai pagar por sua blasfêmia contra Atena! – Asterion berra furioso enquanto seu cosmo se eleva rapidamente, ultrapassando em muito o seu nível padrão.
Em uma fração de segundo, ele salta e ataca o guerreiro de Kerana com um chute aéreo. Caio se desvia e contra-ataca com um soco que mira as costas do cavaleiro, porém, este lê a mente do inimigo e consegue evitar que o golpe o acerte em cheio, sendo atingido apenas de raspão na barriga.
- Evitou parte do impacto do meu soco... – os olhos arregalados de Caio revelam sua total surpresa. – Pelo visto a raiva é o combustível do seu poder, cavaleiro. Mas o que aconteceu agora foi um golpe de sorte; você ainda não é veloz o bastante para desviar completamente dos meus ataques! E mesmo que seja capaz não terá como me atingir, pois a técnica Apoena (Vista Boa) não deixa nenhuma brecha para que isso seja possível!
- É o que veremos! – Asterion ameaça, intensificando ainda mais seu cosmo e partindo para cima do oponente. – Million Ghost Attack (Ataque de um Milhão de Fantasmas)!!
Graças à Apoena (Vista Boa), Caio consegue observar Asterion se movendo bem lentamente em sua direção e se prepara para desviar de seu chute quando, subitamente, nota que o cavaleiro de prata parece ter se multiplicado no ar. Cercado por vários “Asterions”, o brasileiro tem dificuldade para se desviar de todos os ataques, mas consegue fazê-lo quando decide saltar para trás, pousando novamente perto da entrada da caverna.
- Disse que seu nome é Asterion, certo? Você é um guerreiro bem interessante... Quem sabe eu não coloque em seu túmulo “O homem que quase atingiu Teju Jagua”. Quase, pois, como eu disse antes, por mais que se esforce você não conseguirá fazer isso, cavaleiro.
- Eu não estaria tão convencido disso se fosse você. Para escapar deste ataque você precisa olhar em trezentos e sessenta graus para poder enxergar todas as minhas duplicatas. Você escapou desta vez, mas à medida que meu cosmo se expande isso ficará cada vez mais difícil. Assim que eu tocar o sétimo sentido e atacá-lo na velocidade da luz você não terá mais como evitar o meu golpe Million Ghost Attack (Ataque de um Milhão de Fantasmas)!
- E será que você vai conseguir atingir o sétimo sentido, Asterion?! – Caio debocha. – E por falar em técnicas, seria ridículo se a Apoena (Vista Boa) fosse minha única habilidade, não? Há outra que quero lhe mostrar – os olhos dele começam a brilhar em um tom de marrom claro e de repente geram uma claridade extremamente intensa. – Quero ver como vai conseguir se esquivar dos meus golpes agora que está cego!
O guerreiro de Kerana se lança com um forte impulso. Seu poderoso punho vai impiedosamente em direção ao peito do cavaleiro de prata, que se desvia do ataque no último segundo, deslocando-se para a direita.
- Se esquivou novamente!? Mas agora não escapa! – ele gira o corpo, tentando socar Asterion com a mão esquerda, mas seu soco se perde no ar, pois o cavaleiro de prata se desvia do ataque mais uma vez, agora pulando para trás.
- Que velocidade! Como conseguiu se desviar dos meus ataques mesmo após a técnica Beraba (Brilho) ter cegado você?! – pergunta atônito.
- Cegado?! Como assim?! Ah, aquela luz que você emitiu... Foi simples evitar que aquilo me cegasse. Bastou manter os olhos fechados, Teju Jagua.
- E como você teve tempo de fechar os olhos quando percebeu a luz? Você teria que se mover mais rapidamente do que a luz... E eu sou o único que consegue fazer isso... Não me diga que...!?
- Na verdade, eu fechei meus olhos antes do clarão. Enquanto você enxerga seus adversários através de uma outra realidade, eu sou capaz de ler a mente dos meus oponentes, pois durante meu treinamento na Áustria desenvolvi a técnica do Satori (Compreensão), um estado de iluminação elevada do Budismo. Sabendo o que o inimigo vai fazer é fácil me esquivar. E o fato de eu ter conseguido desviar dos seus golpes comprova que pude me mover próximo à velocidade da luz – Asterion responde, mantendo-se em posição defensiva.
- Hm... É verdade, você quase conseguiu se mover na velocidade da luz, cavaleiro... E essa técnica de leitura mental que você possui explica porque Marangatu o escolheu para me enfrentar... Ele é mesmo esperto! Parece que terei uma boa diversão com você, cavaleiro.
- Eu não posso perder o meu tempo lhe entretendo, Teju Jagua, porém, em uma batalha onde os dois oponentes são peritos em escapar das investidas do inimigo é difícil imaginar quando um de nós será derrotado – Asterion fala, sentindo que finalmente atingiu o nível suficiente para se igualar a Caio.
- Hahahaha! Não duvide de que posso derrotá-lo na hora em que eu quiser, cavaleiro! Apenas prefiro brincar um pouco com você antes. Não é engraçado que o cavaleiro de Cães de Caça seja a própria caça?!
- Quanto menos você leva a sério o meu potencial mais se aproxima de sua lápide. Quem sabe seu epitáfio não seja “O homem que quase derrotou Asterion de Cães de Caça”.
Caio não consegue esconder sua irritação com a frase audaciosa do cavaleiro de Atena. Aperta um pouco os olhos, raciocinando sobre o rumo que o combate tomou, e logo um sorriso nada inocente surge em sua face. Asterion lê sua mente e parece surpreso com o que descobre ali.
- Talvez você tenha razão, cavaleiro. Então, parece que tenho que me livrar logo de você antes que se torne um inconveniente, não é mesmo? É uma pena que nossa brincadeira tenha durado tão pouco. Mas, se não consigo atingi-lo e nem cegá-lo com a Beraba (Brilho), terei que lhe mostrar a minha técnica indefensável – o primogênito de Kerana concentra seu cosmo amarronzado com os dois braços esticados para os lados e as mãos abertas. Toda a montanha atrás dele estremece sob seu comando. – Se você consegue saber o que penso já deve ter percebido que não tem como escapar do meu próximo ataque!
Asterion concorda com Caio. Não há como se desviar ou repelir o golpe que o inimigo lançará contra ele em poucos instantes. O cavaleiro considera tentar passar correndo pelo inimigo e se lançar para dentro de um dos túneis que levam à Yvy Marã, mas reconhece que essa seria uma atitude indigna de um guerreiro fiel à Atena. Ele decide, então, encarar o golpe do oponente e manter sua hombridade. Agir como um honrado cavaleiro de prata e restaurar a reputação de seus antigos companheiros é seu maior objetivo e ele não pretende desistir de sua meta, mesmo que tenha que morrer para isso.
A montanha continua vibrando e, de repente, ouve-se o barulho ensurdecedor de inúmeras rachaduras ao seu redor causadas pelo cosmo violento de Teju Jagua. Rapidamente, essas rachaduras se intensificam e dão origem a muitas pedras afiadas como lâminas, de tamanhos variados, que pairam no ar ao redor da montanha. O cosmo marrom de Caio se torna terrivelmente denso e sobre ele pode-se ver a imagem de um enorme crocodilo com sete cabeças canídeas furiosas e olhos brilhantes como estrelas.
- É... Teju Jagua... Esse cosmo... Esse cosmo parece tão potente quanto o daquele cavaleiro de ouro... O cavaleiro dourado que me salvou naquela ocasião... – Asterion balbucia espantado com a repentina elevação do cosmo do oponente.
- Tome o golpe supremo de Teju Jagua!! Tocaia Itatibaqui (Emboscada de Pedras Afiadas)!! – em um movimento brusco e muito veloz que desloca grande quantidade de ar, Caio direciona seus braços esticados para frente.
Neste momento, as pedras energizadas pelo cosmo de Caio voam em direção a Asterion e, ainda flutuando no ar, cercam-no por todos os lados. Resignado, o cavaleiro de Cães de Caça relaxa o corpo e olha para baixo, esperando o bote derradeiro de Teju Jagua.
- Morra, cavaleiro!! – Caio grita, fechando os punhos, com os braços ainda esticados. As pedras pontiagudas vão contra o corpo do cavaleiro de Cães de Caça. A primeira a atingi-lo perfura seu ombro direito.



(fim do cap. 7)



Obs 1: problemas dos mais variados tipos acabaram afastando minha criatividade deste fic. Tentei escrever algumas vezes e nada de interessante saía. Precisei resolver esses problemas e dar um tempo para me reencontrar com a história.
Obs 2: espero que o capítulo tenha valido a espera ou que pelo menos esteja bom. :)
Obs 3: obrigado a todos os que estão acompanhando a história! Comentários e críticas serão MUITO bem-vindos!!
Obs 4: "Saint Seiya – A Saga Guarani" é um fanfic, ou seja, é baseado em personagens/séries já existentes. No caso, a série e personagens de ponto de partida é Saint Seiya, criação de Masami Kurumada.

Raios de Sol!!
Schuabb *Apolo(Douko)*





sábado, 8 de agosto de 2009 às 08:26

Saint Seiya – A Saga Guarani (fic, cap. 6)


Saint Seiya – A Saga Guarani
Capítulo 6 – Mais veloz do que a luz



Saint Seiya – A Saga Guarani
Capítulo 6 – Mais veloz do que a luz

Após alguns minutos correndo em meio à mata tropical, Marangatu, Shiryuu, Hyouga, Shun, Ikki, Marin e Asterion chegam à montanha para a qual os cupendipes voaram. Como o líder guarani disse, ali está situada a entrada para Yvy Marã, a “Terra sem males”, o local onde Kerana, seus filhos – os sete monstros lendários – e Japeusa aguardam a chegada da noite para realizarem o ritual de libertação de Tau, a divindade que, segundo a mitologia guarani, representa toda a maldade que existe.
- Finalmente! Essa é a Montanha Guaíra, cujo nome significa “local intransponível”. Isso porque, como já sabem, ao entrarem em Yvy Marã aqueles que não conseguem controlar a própria alma estão fadados à terrível extinção absoluta – Marangatu explica, parando a cerca de trinta metros do sopé da montanha. – Felizmente, meu sensato irmão levou ao Santuário de Atena as sementes de ataendyuru. Qualquer um que se alimente delas tem livre acesso à “Terra sem males”.
- É verdade, Tumé Arandu foi bastante precavido. Faz jus à sua fama de sábio – comenta Shiryuu, que, como todos os outros, também parou de correr.
- Sim, caso contrário eu e Asterion não poderíamos seguir adiante com vocês. Seria quase impossível alcançar o oitavo sentido...
- Fale por você, Marin. Eu dominaria o oitavo sentido se só assim pudesse entrar em Yvy Marã. Não há nada que possa me impedir de avançar até que eu tenha restaurado a honra dos cavaleiros de prata. Estou disposto a morrer se preciso!
- Não é impossível, mas além de Seiya e seus companheiros, apenas alguns cavaleiros de ouro conseguiram tal proeza...
- Seiya... – Shun murmura, enquanto Asterion novamente refuta as palavras de Marin. O olhar do cavaleiro de Andrômeda transborda toda a pureza e profundidade do seu sentimento pelo amigo, que permanece em coma desde a derradeira batalha contra Hades, nos Campos Elísios.
- Não é hora para lamentações, Shun. Seiya não está aqui, mas certamente está conosco! – Ikki exclama, ao perceber a expressão triste do irmão.
A Montanha Guaíra não é muito alta, mas em sua base há uma grande abertura que leva a uma caverna de comprimento modesto. E é do interior dela que vêm outra vez os gritos característicos dos cupendipes.
- Preparem-se, cavaleiros!! – Marangatu grita e todos se colocam em posição ofensiva.
- Vamos calar esses monstros! – Hyouga fala, elevando seu cosmo gelado.
De dentro da caverna saem as dezenas de cupendipes que fugiram anteriormente. Com suas foices empunhadas, eles voam velozmente, indo em direção aos seus oponentes. Os cavaleiros, por sua vez, preparam-se para atacá-los, mas, repentinamente, Marangatu dá um passo à frente, tirando sua túnica num único e brusco movimento com a mão esquerda e bradando:
- Eles chacinaram muitos amigos meus naquela aldeia! Deixem para mim a honra de exterminar esses assassinos covardes! – fecha os olhos, braços rentes ao corpo, os punhos fechados. Seu cosmo começa a se acumular vertiginosamente, criando uma forte ventania ao seu redor. Os cavaleiros recuam um pouco mais.
Os cupendipes param em pleno ar, freando-se de repente, o que leva alguns a chocarem-se com outros. Todos aqueles índios alados compreendem a gravidade da situação. Estão diante do líder de todos os guaranis, que alcançou tal posto, como vem acontecendo repetidamente com as reencarnações de Marangatu, por ser o mais poderoso dos índios de seu povo. E ele está furioso. Os cupendipes viram-se em direção à montanha, buscando abrigo, com as faces aterrorizadas. Porém, é tarde demais; seu carrasco desfere a sentença de morte:
-Jumbeba Jurubatiba (Lugar de Plantas Espinhosas)!! – o guarani grita, levando as mãos abertas para frente.
Os cavaleiros de Atena assistem à cena com admiração e temor. E não é para menos: o cosmo esverdeado de Marangatu acaba de explodir, gerando uma descarga imensa de poder em forma de espinhos de pura energia – tão numerosos quanto os cupendipes que estão ali – que perseguem cada uma daquelas criaturas aladas. Sua técnica não se resume a um simples golpe de impacto, mas à dilaceração completa dos corpos de seus alvos, que não têm tempo para esboçar qualquer reação; são desintegrados quase instantaneamente. Chove sangue.
Marangatu olha sua túnica, manchada de escarlate, no chão, fecha novamente os olhos e fica calado, enquanto a ventania ao seu redor finalmente cessa. É óbvio para todos ali presentes que ele usou muito mais poder do que o necessário para matar os cupendipes. Pode parecer que o líder guarani possui menos auto-controle do se supôs, mas a verdade é que o fato de ter que enfrentar a própria filha, possivelmente causando a morte desta, não é uma tarefa fácil nem mesmo para ele.
- Marangatu, você está bem? – Shiryuu pergunta se aproximando, enquanto os outros ainda se mantêm afastados.
- Desculpem-me, todos vocês. Por um momento eu permiti que a ira me dominasse – ele inspira vagarosamente e abre os olhos.
- Você teve motivos mais do que suficientes para isso – Shiryuu o reconforta, colocando a mão no ombro esquerdo de Marangatu.
- Bom, então agora que eliminamos o obstáculo, vamos continuar! O tempo é curto! – Ikki ressalta.
- Sim! Não temos nem seis horas até o anoitecer! Devemos nos apressar! – Hyouga também fala.
Eles seguem para a caverna da base da Montanha Guaíra. Ao entrarem, percebem que, graças às dimensões reduzidas da caverna, ela é razoavelmente iluminada. Entretanto, no fundo dela, de frente para a saída, há três aberturas que levam a túneis totalmente escuros.
- São os três portais para Yvy Marã. Segundo a lenda, dois deles guardam terríveis armadilhas aos humanos que tentarem invadir a “Terra sem males” ainda em vida. Por isso, meu povo valoriza tanto a intuição: mesmo aqui, às portas do paraíso, é ela quem determina dentre os bravos quais são os mais dignos do paraíso.
- Então, é melhor nos dividirmos a fim de garantirmos que pelo menos alguns de nós cheguem ao outro lado. Dev...
De repente, Shiryuu cessa sua fala. Assim como ele os demais ali presentes percebem um poderoso cosmo vindo da entrada da caverna. Todos se viram rapidamente para lá e vêem um homem parado, voltado para o interior. A claridade que vem de fora cria uma sombra em seu corpo, impedindo que possam descrever seu rosto. Apenas é perceptível que ele é alto e traja uma armadura.
- Então, veio mesmo acompanhado pelos cavaleiros de Atena. Pensei que o líder dos guaranis fosse menos covarde, “vovô” – o homem fala, sua voz é grave e jovial.
- “Vovô”?! Quem é você? – Marangatu pergunta.
O homem emana uma luminosidade amarronzada ao seu redor, revelando sua aparência. Além da altura elevada também é bastante musculoso. Seu rosto másculo e bem moreno, como o restante do corpo, carrega os dois olhos castanho-escuros e um leve sorriso. A armadura, marrom com detalhes verdes, reveste boa parte de seu corpo, deixando à mostra apenas o pescoço, parte dos braços e das coxas. Destacam-se no traje sete peças em forma de cabeça canina: o capacete, as ombreiras, as joelheiras e as proteções dos antebraços.
- Não reconhece mais a família? Meu nome é Caio e represento o primogênito de Kerana e Tau – ele diz aumentando a luminosidade que gerou.
- O primogênito de Kerana... Então, você é...
- Isso mesmo, eu sou o hospedeiro do espírito e de todo o poder de Teju Jagua, o guardião das cavernas – fala com ar orgulhoso. – É verdade que eu não deveria estar aqui. Kerana nos pediu que os aguardássemos em Yvy Marã, mas eu não consegui me controlar, “vovô”. Estava ansioso demais para quebrar a sua cara e a dos seus amiguinhos. Hahahaha!
- Estava ansioso para morrer?! Vamos ver do que você é capaz! Eu sou Ikki de Fênix! – o cavaleiro se anuncia, já partindo de um impulso muito forte, com o punho alvejando o rosto de Teju Jagua, que desvia da ofensiva de Ikki sem nenhuma dificuldade e ainda acerta sua barriga com um potente soco. Fênix cospe sangue.
- Muito devagar, cavaleiro!
- Que... força... – Ikki balbucia enquanto cai de joelhos no chão.
- Ikkiii! – Shun grita, lançando instintivamente suas correntes contra o inimigo.
Caio se desvia de todas elas e dispara em direção ao cavaleiro de Andrômeda. Hyouga e Marin, porém, colocam-se entre eles e atacam Teju Jagua:
- Diamond Dust (Pó de Diamante)!!
-Ryuusei Ken (Meteoros)!!
Caio também se desvia do golpe do Cisne, mas é pego pela técnica da amazona, que vem em seguida, camuflada pelo Diamond Dust (Pó de Diamante). Aquele que porta a alma do primogênito de Kerana não se desvia de todos os raios de cosmo lançados pela amazona de Águia, mas os poucos que o acertam não lhe causam nenhum ferimento. Enquanto Hyouga e Marin estão surpresos com sua velocidade, Caio apenas para e esboça soltar uma gargalhada quando de repente salta para cima, desviando-se por pouco de outro golpe de Ikki, que o atacou pelo lado. O guerreiro de Kerana pousa no chão, próximo à entrada da caverna, com uma expressão de superioridade.
- Esse miserável... Ele é extremamente rápido! – o cavaleiro de Fênix esbraveja.
- Não apenas rápido... Ele tem reflexos incríveis! – Shiryuu observa.
- Temos que elevar nossos cosmos até o sétimo sentido e atacá-lo na velocidade da luz! – Hyouga exclama.
- Mesmo que atinjam a velocidade da luz jamais poderão me acertar mortalmente, cavaleiros!
- Eu trago comigo as lembranças de todas as minhas encarnações anteriores e me recordo... – Marangatu pronuncia. – O Teju Jagua primordial era uma criatura em forma de crocodilo com sete cabeças de cachorro. Era sabido entre as tribos guaranis que nada podia escapar de seus catorze olhos e os cinco bravos guerreiros que foram enviados para exterminá-lo não tinham como feri-lo. Para derrotá-lo foi preciso que o deus Nhamandu parasse o tempo. Só assim o mataram e selaram sua alma.
- Exatamente, “vovô”. E, como representante de Teju Jagua, eu possuo a técnica Apoena (Vista Boa), que permite que eu enxergue esta realidade através de uma outra. E lá as leis da física são bem diferentes das do nosso mundo e a velocidade da luz não é o limite. Assim, seus golpes chegam a ser entediantes de tão lentos diante dos meus olhos – os cavaleiros ficam abismados com a revelação de Caio.
- Então, só golpeando em conjunto, como quando o ataque de Marin foi lançado logo após o Diamond Dust, poderemos acertá-lo! – Shiryuu conclui.
- Sim, vamos atacar juntos! – Ikki concorda, já passando a teoria de Shiryuu para a ação e concentrando seu cosmo alaranjado.
- Não sejam arrogantes, cavaleiros. O fato de eu ter sido atingido por uns poucos disparos da mulher foi por minha total vontade de sentir o nível em que vocês se encontram. E, aliás, descobri que não terei nenhuma dificuldade em sepultá-los aqui. Pensei que os cavaleiros de Atena pudessem me proporcionar alguma diversão, mas pelo visto só o “vovô” serve para alguma coisa. Bom, pelo menos eu espero que sirva – abre um sorriso irônico.
- Você está blefando! Não há como se desviar de nossos ataques simultâneos – Hyouga diz.
- Isso mesmo, vamos elevar o cosmo ao máximo e atacá-lo juntos! – Marin grita.
- Sim! – Shun concorda, com as correntes empunhadas.
- Não, cavaleiros! – Marangatu fala em tom de comando. – Nós não temos tempo a perder tentando atingir Teju Jagua. Não podemos ficar aqui nem mais um minuto!
- Ora, “vovô”, eu não os deixarei sair daqui sem que me derrotem. Não posso facilitar tanto a vida de vocês, né?
- Sim, eu sei disso. Só que para enfrentá-lo basta um de nós. Os outros devem continuar a jornada. Infelizmente, eu não poderei ser quem vai ficar aqui para eliminá-lo, pois tenho que guiar os cavaleiros em Yvy Marã. Porém, entre nós há o homem ideal para enfrentá-lo.
- Ah, é?! E quem seria esse azarado que você condena à morte? – Caio zomba.
- Eu, Asterion, o cavaleiro de prata de Cães de Caça – diz, saindo do lado de Marangatu, deixando seus aliados para trás e indo em direção a Teju Jagua.
Hyouga, Shun, Marin e Ikki ficam surpresos com as palavras de Marangatu: “o homem ideal para enfrentar Teju Jagua”. Mas, superando rapidamente a curiosidade, vão para junto do líder guarani e de Shiryuu para entrarem nos portais que levam à “Terra sem males” e aos próximos oponentes.




(fim do cap. 6)



Obs 1: esse capítulo traz dois grandes feitos de personagens da trupe guarani. Já era hora de revelar o nível desse pessoal, né?
Obs 2: finalmente também consegui bolar uma imagem pro capítulo 4. Confiram ali embaixo. (essas imagens são só pra ilustrar um pouco mesmo, não me matem por minha falta de técnica de edição! XD)
Obs 3: atrasei o capítulo por causa do computador (que parou de funcionar e precisou ser formatado). A princípio fiquei irritado com isso, mas esse tempo sem escrever me fez mudar vários planos pra história. Foi uma pausa imprevista mas que veio muito a calhar para eu reorganizar minhas ideias. :D
Obs 4: obrigado a todos os que estão acompanhando a história! Comentários e críticas serão MUITO bem-vindos!!
Obs 5: "Saint Seiya – A Saga Guarani" é um fanfic, ou seja, é baseado em personagens/séries já existentes. No caso, a série e personagens de ponto de partida é Saint Seiya, criação de Masami Kurumada.

Raios de Sol!!
Schuabb *Apolo(Douko)*





terça-feira, 28 de julho de 2009 às 15:44

Offline!


Tô sem pc, galera. Provavelmente problema de memória. A todos que esperam o próximo capítulo do fic, peço paciência. ^^

Raios de Sol!!
Schuabb *Apolo(Douko)*





segunda-feira, 20 de julho de 2009 às 22:34

Saint Seiya – A Saga Guarani (fic, cap. 5)


Saint Seiya – A Saga Guarani
Capítulo 5 – A ida para Yvy Marã



cap03



- Irmão... Irmão, acorde – uma voz grave interrompe o sono do jovem.
- Hmmm – o rapaz se espreguiça na parte de trás do jipe, abrindo lentamente os olhos brilhantes. – Chegamos?
- Ainda não, Shun. Precisamos pegar um barco ainda. Está melhor?
- Sim, consegui descansar um pouco e o enjoo passou. Não se preocupe, irmão, não foi nada de mais. Deve ter sido apenas efeito do calor – responde, ainda deitado.
- Então levante-se, Shun. Shiryuu e os outros já devem estar chegando ao nosso destino. Temos que nos apressar – Ikki fala com firmeza.
A viagem deles é longa: vindos do Japão em um avião da Fundação Graad, desembarcaram em Belém, no Brasil, onde um jipe os esperava. Agora estão às margens da floresta amazônica, onde tomam um barco de pequeno porte para irem ao local combinado, o terreno de uma tribo indígena na Amazônia paraense. Quando lá chegarem, encontrarão-se com Shiryuu, Hyouga, Marin, Asterion e Marangatu e farão uma breve caminhada até a entrada de Yvy Marã, onde está o quartel-general de Kerana, como revelou Tumé Arandu no templo de Atena poucos dias atrás, após um transe telepático:
- Os espíritos dos ancestrais me disseram que Kerana refugiou-se em Yvy Marã, a “Terra sem males”, um local místico que existe em paralelo à Terra na qual vivemos. Conta-se entre os guaranis que esse outro mundo é acessível às almas dos índios que viveram de acordo com os ideais de nosso povo. Assemelha-se, assim, ao Paraíso da tradição cristã. Não posso afirmar que seja este o motivo, mas a escolha de Yvy Marã como base é muito prudente, uma vez que os homens que estão vivos só podem entrar naquele lugar se conseguirem controlar todos os fragmentos de sua alma, como o fazem naturalmente os bons índios após o sono derradeiro. Os que não conseguem fazê-lo têm sua alma estilhaçada assim que entram naquele lugar.
- Controlar a vontade alma ainda em vida? Aqui no Santuário chamamos algo assim de arayashiki, o oitavo sentido.
- Oitavo sentido? É um nome muito interessante, Atena. Se têm uma palavra para isso, devo acreditar que os seus cavaleiros possuem o... oitavo sentido?
- Nem todos, Marangatu, infelizmente. E com isso eu concluo que só poderei enviar quatro cavaleiros ao combate contra Kerana e seus filhos.
- Não se preocupe, Atena. Trago comigo uma alternativa para sanar esse problema – Tumé Arandu disse, tirando do bolso de sua túnica um saquinho de tecido bege com riscas azuis e vermelhas, fechado com uma fita branca. Em seguida, o velho índio abriu o recipiente e tirou de lá algo que muito parecia uma semente de mamão.
- Isso é...!
- Sim, meu irmão, neste saco trouxe sementes de ataendyuru, um fruto mágico capaz de manter a alma em sua totalidade junto ao corpo que lhe pertence. Para nossos olhos parecem simples sementes, mas para as almas elas são verdadeiros castiçais, iluminando o caminho certo a seguirem em meio às trevas – Tumé Arandu vira-se, então, para Atena e continua: – Basta que seus cavaleiros comam uma destas e a alma deles não será despedaçada quando chegarem a Yvy Marã.


O barqueiro para a canoa e Marangatu, Marin e Asterion desembarcam. A seguir o mesmo acontece com Shiryuu e Hyouga, que vieram em uma outra canoa. Todos, à exceção de Marangatu, carregam as urnas de suas armaduras.
- Chegamos. Não são muitos os guaranis no norte do Brasil, mas sua índole é incontestável. Nos receberão com muita festividade, certamente – Marangatu fala com olhar orgulhoso.
- Ótimo, mas eu acredito que possamos dispensar recepções. Não temos tempo para isso, Marangatu. Daqui a seis horas a noite chegará – Hyouga diz, apreensivo, com sua aspereza característica.
- Ora, jovem cavaleiro, precisaremos esperar Andrômeda e Fênix, não é mesmo? Então, é melhor aproveitarmos esses poucos instantes alegres antes da batalha.
- Esperá-los?! Ninguém da tribo pode guiá-los depois? Assim nós podemos ir na frente – Asterion sugere. – Como Hyouga mesmo falou, o tempo é curto. Temos que nos apressar!
- Seria muito arriscado invadirmos Yvy Marã agora, cavaleiros. Por mais que percamos algum tempo, devemos esperar os dois guerreiros que faltam para irmos com força total à base de Kerana. Lembrem-se de que além dela e de Japeusa os sete monstros lendários também guardam o espírito de Tau.
- E, no momento, somos apenas cinco... – Marin diz, concordando com a cautela de Marangatu.
- Isso mesmo. Compreendo a ansiedade, mas irmos agora pode resultar em um fracasso total. Shun e Ikki não devem demorar a chegar – Shiryuu fala a Hyouga e Asterion, que acabam se convencendo de que o melhor a ser feito é esperar os cavaleiros de Andrômeda e Fênix.
Os cinco guerreiros dirigem-se para a aldeia guarani. Pouco tempo depois, ao chegarem nela, Marangatu percebe um silêncio anômalo. Nem mesmo os ruídos típicos da floresta se pronunciam naquele momento. O líder guarani apressa seus passos.
- Estranho... Não há ninguém na entrada da aldeia para nos recepcionar. E todo esse silêncio...! – Marangatu fala com assombro, entrando no território da tribo.
- Bom, talvez eles já tenham ido enfrentar Kerana – Asterion diz, com algum sarcasmo, sob o olhar reprovador de Shiryuu.
- Não... não é simples assim, cavaleiro. Eu sou o líder supremo das tribos guaranis. Eles não iriam à guerra sem o meu aval, sem a permissão de seu comandante. Essa atmosfera densa... Alguma coisa aconteceu ou ainda está acontecendo aqui. Fiquem em guarda, cavaleiros! – Marangatu grita, parando de andar, ao perceber uma estranha movimentação em uma das cabanas da aldeia.
De repente, de dentro dessa cabana um grito extremamente agudo irrompe pelo ar, dilacerando o silêncio que antes preenchia o ambiente. Em seguida, pode-se ouvir o bater de muitas asas – “Isso não é o barulho de aves comuns... É um som mais oco e grave”, pensa Marangatu – e o eco de outros tantos gritos vindos do interior de todas as cabanas. Então, de dentro de cada uma delas saem voando vários homens de pele rubra com grandes asas membranosas como as de morcegos pendendo de seus braços. Carregam foices curtas, que estão em sua maioria sujas de sangue. Eles pairam no ar. São dezenas de criaturas flutuando a cerca de doze metros de altura ao redor dos guerreiros vindos do Santuário de Atena, que por sua vez ficam uns de costas pros outros, formando também um círculo no chão.
- Não posso acreditar! – Marangatu grita, mais uma vez espantado com o que seus olhos vêem. – São cupendipes! Índios amaldiçoados que vivem nas montanhas do centro-norte do Brasil! Criaturas assassinas! Como ousaram sair de seu exílio?!
- Assassinos?! O sangue... Então eles...
- Sim, Dragão! Devem ter exterminado todos desta aldeia! Miseráveis...! Muito cuidado, cavaleiros! São criaturas rápidas e mortais! – Marangatu grita, mantendo-se em posição ofensiva.
- Eles é que devem ter cuidado conosco, Marangatu! Somos os cavaleiros de Atena e vamos acabar com eles! – Asterion esbraveja, abrindo com ímpeto a urna de sua armadura, o que produz um clarão quase estelar. Poucos instantes depois ele já está trajando a armadura de Cães de Caça. – Vamos, demônios! Ataquem-me!!
Os cupendipes se entreolham e em seguida dois deles voam em direção a Asterion com as foices em riste. O cavaleiro de prata desvia-se deles com extrema facilidade, segura-os pelos cabelos atrás de si, gira seus corpos no ar e os atira contra o solo com violenta força. Os dois índios alados morrem instantaneamente quando seus crânios se chocam com a terra. As demais criaturas demonstram um misto de surpresa e revolta. Elas tornam a gritar e partem para cima do cavaleiro de prata, ao mesmo tempo em que Shiryuu, Hyouga e Marin vestem suas respectivas armaduras e se lançam ao combate, posicionando-se ao redor de Asterion. Marangatu segue com eles, mas sem armadura.
Marin salta por cima dos dois cupendipes que a atacam, gira seu corpo no ar e desfere o Ryuusei Ken (Meteoros), derrubando-os mortalmente com sua rajada de cosmo azulado. Ao pousar no chão, percebe um terceiro índio vindo do alto, caindo em cima dela com a foice mirando em seu pescoço. A amazona de Águia se abaixa, impulsiona-se com as pernas e lança-se para o lado esquerdo. O índio crava a foice no chão e enquanto tenta empunhá-la novamente recebe um poderoso soco que afunda em seu rosto, destroncando sua mandíbula. Marin, então, acerta a barriga do inimigo com seu joelho direito enquanto os punhos batem com força nas costas da criatura, fazendo com que desmaie.
- Excalibur!! – Shiryuu golpeia ali perto. O feixe de luz fatia vários cupendipes, abrindo caminho na multidão que investe contra o cavaleiro de Dragão e seus companheiros. Asterion aproveita a brecha criada pela técnica herdada de Shura de Capricórnio e se lança no meio dos inimigos, multiplicando-se entre eles:
- Million Ghost Attack (Ataque de um Milhão de Fantasmas)! – desfere, derrubando muitos cupendipes.
Enquanto isso, Hyouga está envolto com cinco das criaturas. Sem paciência, emite uma rajada de ar frio que os congela. Inesperadamente, porém, surge um sexto cupendipe por trás, abraçando sua cabeça e tapando seus olhos. O cavaleiro de Cisne segura o índio pelos braços, congelando-os completamente, e o arremessa longe. Ao se chocar contra o chão, a criatura alada tem seus braços destruídos com o impacto. Ele está jorrando sangue pelos ombros quando Marangatu toca sua cabeça com a mão esquerda emanando um intenso cosmo verde que se transfere para o cupendipe. Hyouga vê a cena com espanto, lembrando-se de que foi assim que Marangatu curou suas feridas um dia antes, no Santuário. Porém, desta vez o cosmo do líder guarani faz com que a cabeça da criatura exploda.
Os índios alados, então, voltam sua atenção para o poderoso cacique, que se mantém firme em posição ofensiva. As criaturas preparam-se para atacar quando sentem uma imensa energia escaldante vindo de fora da aldeia. É o cosmo imponente de Ikki de Fênix, que chega ao campo de batalha junto de seu irmão Shun, ambos já em suas respectivas armaduras. O cosmo incendiário de Fênix assusta todos os índios alados restantes – agora são por volta de cinquenta criaturas –, que partem em retirada desesperados, indo para uma montanha próxima, no meio da selva fora da aldeia.
- Estão indo para Yvy Marã! Vamos atrás deles! – Marangatu brada, comandando os cavaleiros de Atena.



(fim do cap. 5)



Obs 1: a saga finalmente toma os rumos que eu queria desde o princípio. Vamos às lutas!
Obs 2: desculpem pelo capítulo loooooooongo!
Obs 3: obrigado ao Omi por me apresentar aos cupendipes! Eles entraram na história de última hora, mas acredito que foram fundamentais para essa transição para o começo das batalhas principais.
Obs 4: obrigado a todos os que estão acompanhando a história! Comentários e críticas serão MUITO bem-vindos!!
Obs 5: "Saint Seiya – A Saga Guarani" é um fanfic, ou seja, é baseado em personagens/séries já existentes. No caso, a série e personagens de ponto de partida é Saint Seiya, criação de Masami Kurumada.

Raios de Sol!!
Schuabb *Apolo(Douko)*





sábado, 11 de julho de 2009 às 17:20

Saint Seiya – A Saga Guarani (fic, cap. 4)


Saint Seiya – A Saga Guarani
Capítulo 4 – A lenda do caranguejo



cap03



O cavaleiro recém-surgido sai do templo de Áries, revelando sua armadura prateada. Ele não é baixo, embora pareça ser, perto dos 1,92 metros de Japeusa. Seu cabelo verde-piscina balança suavemente com a brisa e seus olhos se mantêm fixos no invasor do Santuário. Seus olhos... Japeusa percebe que há algo de diferente em seu novo oponente. Não consegue identificar o que é, mas o olhar do cavaleiro lhe desperta uma sensação de grande desconforto.
- Meu olhar? Está invadindo a sua mente, por isso você se sente assim – ele diz a Japeusa.
- Ora... Você, soube como?
- Ouço seus pensamentos sem nenhuma dificuldade – fala, ao que o invasor arregala os olhos amendoados. – Eu sou Asterion, cavaleiro de prata da constelação de Cães de Caça! Vim com o objetivo de despachá-lo para o outro mundo.
- Meus pensamentos lê? Incrível habilidade! Mas, para me derrotar está enganado que será o bastante se acha... Na velocidade da luz que me atacar terá. E nisso os de prata cavaleiros não são bons pelo que dizer ouvi. Ahahahah! – Japeusa debocha.
- Velocidade da luz? O sétimo sentido... Se é isso o que tenho que fazer para derrotá-lo eu o farei. Não posso permitir que manche a reputação dos cavaleiros de Atena com suas mãos imundas! – brada, ficando em posição de ataque, assim como seu oponente.
Nesse momento, porém, Asterion e Japeusa sentem um cosmo se intensificando. É Hyouga. O cavaleiro de Cisne está novamente de pé, com o braço esquerdo sobre a barriga. Sua armadura está toda ensanguentada.
- Asterion, leve Marin e Shina para longe daqui. Quanto ao invasor, eu sou seu oponente – Hyouga fala com alguma dificuldade.
- Ora, ora, Hyouga. No momento, você parece precisar de ajuda tanto quanto essas duas.
- Está enganado, cavaleiro de prata. Se for mesmo capaz de ler o pensamento dos outros deve saber que estou pronto para continuar a luta. Mas preciso de toda concentração possível e tendo que protegê-los eu não conseguirei fazer isso.
- Nos proteger!? – Asterion exclama com uma fúria repentina. Recompõe-se: – Tudo bem, Cisne, faça como preferir. Levarei as amazonas para longe. Elimine o invasor aqui mesmo, pois é sua obrigação como cavaleiro de Atena. Cumpra o seu papel como tal.
- Eu sempre cumpri, Asterion. Não me escondi no Santuário enquanto meus companheiros enfrentavam Poseidon e Hades.
Asterion esboça uma resposta à crítica de Hyouga, mas é interrompido pela voz de Japeusa:
- Quem vai contra mim lutar discutir para decidir não precisam. São os dois insignificantes. Juntos lutando mesmo de vencer chances não terão – o invasor afirma, elevando intensamente seu cosmo. Atrás dele surge a forma de um imenso caranguejo.


Há muito tempo, na era mitológica, Japeusa era conhecido por ser um índio mentiroso que fazia e falava tudo ao contrário para enganar os outros. Destoando de seus irmãos, o grande líder indígena Marangatu e o sábio Tumé Arandu, Japeusa era considerado um homem desprezível.
Naquela noite fatídica, Japeusa era o único homem que não havia saído para a guerra. Afinal, Marangatu não queria em seu exército alguém tão mal visto pelos soldados. Temia inclusive que alguns destes se recusassem a lutar caso vissem que seu irmão era um dos membros da tropa. Quanto ao primogênito da família, Tumé Arandu, continuava seu retiro espiritual nas montanhas do norte. Assim, Japeusa estava em casa apenas com suas irmãs e sua mãe.
No meio da madrugada, Iracema, uma das filhas de Rupave e Sypave e irmã de Japeusa, começou a se debater, levando as mãos ao pescoço em completo desespero. Sentia sua garganta inchando cada vez mais e começava a ter dificuldade para respirar. Sypave, sem outra opção, enviou Japeusa à floresta para buscar os ingredientes necessários à elaboração de um caldo que curasse sua irmã. Japeusa parecia determinado a salvar Iracema, porém, por algum motivo – talvez a escuridão da noite ou a sonolência do índio – ele trocou alguns ingredientes e quando deu a poção para sua irmã a condenou à morte.
Ao perceber o que fez, Japeusa entrou em estado de choque, sacudindo a irmã e implorando para que abrisse os olhos novamente. As índias, que estavam reunidas na morada da família de Sypave rezando por Iracema, se uniram contra Japeusa, mas este conseguiu fugir embrenhando-se na selva. Desesperado, se sentindo culpado pela morte da irmã, o índio não resistiu e se lançou a um rio de corredeiras muito fortes.
Correu a lenda de que Japeusa acabou morrendo naquele rio e que as divindades, então, o castigaram, transformando seus restos mortais em um caranguejo, para que o índio trapaceiro sempre andasse para trás.


Japeusa está prestes a desferir seu golpe Auçá Giguaçu (Grande Machado do Caranguejo) quando um som começa a se espalhar por todo o ambiente e desconcentrá-lo. Semelhante ao farfalhar de muitas e muitas folhas, o ruído vai se intensificando e entrando na mente dos guerreiros ali presentes, incluindo Marin e Shina, já totalmente despertas. Por mais que tampem os ouvidos, à medida que o som aumenta seus corpos estremecem cada vez mais e uma sensação de angústia consome sua mente.
- Esse-se so-om... Ser não p-p-pode... – Japeusa fala, reconhecendo o poder que se manifesta ali.
- Claro que pode, meu tolo irmão. Este é o Capororoca (Selva Barulhenta), como você deve se lembrar muito bem – é Marangatu, com toda sua imponência, quem chega pela casa de Áries.
O líder guarani estica os braços para frente e em seguida os levanta, silenciando assim o som tormentoso, para alívio de todos. Em seguida, caminha até Hyouga e coloca as mãos sobre os ombros do cavaleiro de Cisne.
- Jurubeba (Planta Espinhosa Medicinal) – falando isso, suas mãos são envoltas por um cosmo esverdeado que é transferido para o corpo de Hyouga.
- Os cortes feitos com os machados... sumiram! – Hyouga exclama, surpreso e instantaneamente curado.
- Maldito! Trapaça isso é! – Japeusa grita.
- Trapaça? E quem é você para me falar em trapaça, Japeusa!? Logo você, tão vil? Você não tem moral nenhuma, irmão, mas confesso que não esperava que fosse capaz de se aliar à Kerana... Por isso está aqui, não é? Veio enviado por minha filha?!
- Hahahaha! Marangatu, razão tem! Com Kerana estou, verdade é, mas burro não sou. Enfrentá-los sozinho não pretendo, para dar um recado vim e apenas com os medíocres cavaleiros me divertindo estava.
- Um recado?! – Marangatu pergunta.
- Sim! Direto serei: a reencarnação de Porasy capturamos e na noite de lua cheia próxima a sacrificaremos.
- Porasy!? Então vocês já sabem de tudo?! – o líder guarani transborda aflição pelos olhos.
- Sim, Marangatu. A chave para o espírito de Tau libertar a alma de Porasy é. Quando mais intenso é o poder de Tau, durante a lua cheia, deve ser feito para sua libertação o ritual.
- Porasy é nossa irmã, canalha! Como tem coragem de se aliar à Kerana e tramar contra ela?
- Apenas uma reencarnação é de nossa irmã. Nós dois nem irmãos não mais somos. Inimigos agora!
- Se é assim que você quer, Japeusa, não me oporei à sua decisão. Prepare-se! – Marangatu brada, colocando-se em posição de ataque e elevando seu cosmo verde extremamente brilhante.
- Não sou burro, como falei – Japeusa, então, tira de dentro de sua túnica uma espécie de chocalho indígena bastante colorido e, ao sacudi-lo com ambas as mãos, emite um clarão e desaparece instantaneamente.
- Ele se teletransportou!? – Marin exclama, apoiando Shina.
- Covarde! – a amazona de Cobra grita, revoltada.
- Maldito seja meu irmão, Japeusa! Ele utilizou o chocalho de Nhamandu, um artefato mágico de nosso povo com a capacidade de conduzir seu portador para onde ele desejar.
- Para onde quiser? Então Saori...!?
- Agradeço, Hyouga, mas não é necessário se preocupar comigo agora. Ouvi toda a conversa entre Japeusa e Marangatu. Temos que ir até a Amazônia impedir a libertação de Tau! – Atena diz, chegando ao pátio da casa de Áries, acompanhada por Shiryuu e Tumé Arandu.
- Sim, precisamos nos apressar. A viagem é demorada – Marangatu concorda.
- Shiryuu e Hyouga estão escalados para a missão, assim como Shun e Ikki, mas eles irão diretamente do Japão para o Brasil. Marin, você também irá, substituindo Seiya. Enquanto isso, Shina ficará no comando da guarda – Saori diz, colocando-se na posição de líder suprema do Santuário.
- Marangatu irá com seus cavaleiros, Atena, mas acredito que seja melhor que eu fique aqui para a eventual necessidade de um plano alternativo. Mesmo porque não tenho nenhuma utilidade no campo de batalha – Tumé Arandu diz, aproximando-se do irmão.
- Acho bastante adequado, se Atena não for contra – Marangatu concorda, virando-se para a deusa.
- É uma sábia opção, Tumé Arandu. Não vejo nenhum problema em que fique aqui conosco – Saori consente.
- Atena! – Asterion fala, posicionando-se em frente à deusa e fazendo-lhe uma reverência. – Peço que me envie juntamente com os cavaleiros de bronze. Quero restaurar a honra dos cavaleiros de prata, dos quais sou o último representante vivo.
- Asterion... Saiba que para mim os cavaleiros de prata não estão em um patamar inferior a nenhum outro cavaleiro. Eu acredito no potencial de todos, inclusive no seu e de seus companheiros. Você tem essa forte motivação e um poder incrível, portanto sei que poderá ser bastante útil nos confrontos que certamente acontecerão na Amazônia. Vá com Shiryuu e os outros e cumpra seu objetivo, cavaleiro de Cães de Caça! Precisamos impedir que o mal encarnado se levante nas terras guaranis! – Atena exclama, iniciando oficialmente a investida do Santuário contra Kerana, Japeusa e os sete monstros lendários.



(fim do cap. 4)



Obs 1: claro que alguns podem se perguntar como pessoas de diferentes partes do mundo se comunicam verbalmente de forma tão natural. Bom, eu usei a suspensão da realidade, seguindo o estilo Kurumada. :P
Obs 2: obrigado a todos os que estão acompanhando a história! Comentários e críticas serão MUITO bem-vindos!!
Obs 3: "Saint Seiya – A Saga Guarani" é um fanfic, ou seja, é baseado em personagens/séries já existentes. No caso, a série e personagens de ponto de partida é Saint Seiya, criação de Masami Kurumada.

Raios de Sol!!
Schuabb *Apolo(Douko)*





terça-feira, 7 de julho de 2009 às 03:43

Saint Seiya – A Saga Guarani (fic, cap. 3)


Saint Seiya – A Saga Guarani
Capítulo 3 – O último cavaleiro de prata



cap03



- Acertou! Foram meteoros... – ela diz com austeridade, subindo a escadaria que leva ao templo de Áries. Sua tiara azul, com a figura de uma águia, brilha suavemente sob os primeiros raios de sol da manhã.
- Marin?! – Hyouga exclama, conseguindo enfocar a aliada.
- Mulher?! Ahahahaha! Pensei por um segundo que... – Japeusa debocha ao ver a amazona finalmente aparecer inteira à sua vista. Ela é bonita e seu corpo jovem aliado à armadura leve que traja lhe conferem certa sensualidade, aparentemente reprimida pela máscara prateada que usa sobre o rosto.
- Parece que a fama de Seiya chegou longe – ela solta um leve e entristecido suspiro ao se lembrar da situação em que seu discípulo se encontra. – Fico contente, pois fui eu quem o treinou, aqui mesmo no Santuário. Sou Marin, a amazona de Águia.
- Do Pégaso mestra? Do que ele que seja mais forte devo esperar, então? – faz uma pausa. – Não, não... Sobre você falar nunca ouvi. Para o meu ataque, prepare-se! Desviá-lo antes conseguiu, mas que novamente fazer o possa duvido se for o alvo você! – o invasor manifesta mais uma vez o seu cosmo ocre, girando os dois machados à sua frente.
- Esse cosmo! O poder que ele libera é tão intenso!
- Das entranhas da Terra poder esse é! A ele não resistirá uma mulher! O poder sinta do meu...
- Thunder Claw (Garras de Trovão)!! – grita uma segunda amazona, que vem do interior da casa de Áries. Japeusa desfaz sua posição de ataque, se impulsiona e dá um grande salto vertical para escapar do punho carregado de eletricidade que vêm em sua direção.
- Shina também?! – Hyouga, cuja visão já está praticamente perfeita, fala ao ver a amazona de armadura roxa.
- Uma vítima há mais, então... – Japeusa toca o solo novamente.
- Vítima? Não é isso que está parecendo... Somos três e você apenas um! Acha mesmo que pode nos derrotar? – Shina pergunta de forma agressiva, enquanto seu corpo está prestes a se lançar em um segundo ataque a Japeusa.
- Adianta de quê, se lentos são todos? Ser mil poderiam!
- Ora, vamos ver se ainda diz isso quando minhas presas alcançarem o seu pescoço! – Shina berra, elevando seu cosmo rapidamente. Quase é possível ver sua expressão furiosa sob a máscara.
- Não, Shina! Eu agradeço pela ajuda de vocês duas, mas eu comecei esta luta e pretendo terminá-la. Como um cavaleiro de Atena e como homem, não posso me dar por vencido até que tenha utilizado todo o meu cosmo e toda a minha vida! Não vou recuar enquanto puder me levantar! Eu sou o cavaleiro de Cisne, discípulo de Camus de Aquário, e tenho uma honra a manter em nome do meu mestre, dos meus irmãos e de Atena! – Hyouga brada.
Marin e Shina, esta a contragosto, permanecem caladas e se afastam do cavaleiro de bronze e de Japeusa. Enquanto isso, Hyouga eleva bastante o seu cosmo, criando uma atmosfera gelada em todo o ambiente. O invasor se mantém parado na mesma posição com um olhar contemplativo sobre Hyouga. O frio não parece incomodá-lo.
- Esse cosmo... Quando sinto o cosmo de um desses garotos consigo entender como Seiya, Hyouga e os outros realizaram verdadeiros milagres ao longo das batalhas em que se envolveram – a amazona de Águia comenta com Shina.
- Espero que ele destroce esse cara. Se mesmo ele não conseguir... – a amazona de Cobra fala, demonstrando uma preocupação que surpreende Marin.
- Vamos confiar nele, Shina. Hyouga já enfrentou inimigos poderosíssimos, superou até mesmo seu próprio mestre, o cavaleiro de Aquário. Ele não se dará por vencido tão facilmente agora.
- Kholodnyi Smerch!!
Japeusa enxerga o golpe de Hyouga, que vem em sua direção com o punho se movendo de baixo para cima. O invasor desvia do soco do Cisne e passa pelo guerreiro, deixando, com o machado envolto de cosmo que carrega em sua mão direita, um imenso corte no abdome deste. O cavaleiro de bronze solta um gemido rouco, cospe sangue e cai ajoelhado. Japeusa rapidamente se volta para as costas de Hyouga e desfere, com o mesmo machado, outro impactante golpe em sua coluna, jogando-o contra o chão, onde permanece tombado.
- Hyouga! – Shina e Marin gritam juntas.
- Ele uma segunda chance teve. Das duas cadelas de Atena é vez agora – Japeusa ameaça, virando-se em direção às duas amazonas de prata. Gira rapidamente seus machados e grita: Auçá Giguaçu (Grande Machado do Caranguejo)!
O machado, de mais de dois metros, rasga novamente o solo, deixando um caminho de destruição até chegar às amazonas, que pulam, cada uma para um lado. Porém, o alvo do machado era exatamente o chão entre elas e a grande explosão do choque as atinge e faz com que caiam no chão, semiconscientes.
- Em vinte segundos, três de Atena defensores derrotei. Patético! Ahahhahahah!
De repente, Japeusa cessa sua gargalhada. Ele sente um cosmo vindo de dentro da casa de Áries.
- Não esperava ver uma cena assim. O Cisne, um dos cavaleiros de bronze tão comentados por todo o Santuário, precisou ser salvo por duas mulheres. E o pior: elas, por sua vez, foram derrubadas ao mesmo tempo com um só golpe, que nem as atingiu diretamente. Desse jeito, Atena não está segura – diz o homem que vem da primeira casa zodiacal, ainda camuflado pela sombra do interior do templo.
- Outro?! De surgir não se cansam vocês?
- Para o seu azar, invasor, eu terei que derrotá-lo. Afinal, é essa a função dos cavaleiros de Atena que guardam o Santuário: não permitir que alguém da sua laia tenha êxito ao invadir o território sagrado de nossa deusa. Como cavaleiro de prata, afirmo que você não passará daqui! – ele ameaça, começando a caminhar para fora.



(fim do cap. 3)



Obs 1: desculpem-me pela demora com este capítulo, precisei terminar minha monografia! Rsss
Obs 2: após postar este capítulo vou terminar de ajeitar as imagens para o segundo e para o terceiro capítulos. Espero colocá-las aqui em poucas horas. :D
Obs 3: obrigado a todos os que estão acompanhando a história! Comentários e críticas serão MUITO bem-vindos!!
Obs 4: "Saint Seiya – A Saga Guarani" é um fanfic, ou seja, é baseado em personagens/séries já existentes. No caso, a série e personagens de ponto de partida é Saint Seiya, criação de Masami Kurumada.

Raios de Sol!!
Schuabb *Apolo(Douko)*





segunda-feira, 6 de julho de 2009 às 06:19

(...)


Acabei a monografia!!! *feliz* Com isso, o fic acabou atrasando... :( Tô indo pra faculdade e na volta termino de ajeitar. Posto o fic e depois as imagens (a do cap. 2 e a do cap. 3), que já estão prontas. Desculpem pela demora. =/

Raios de Sol!!
Schuabb *Apolo(Douko)*





sábado, 27 de junho de 2009 às 02:54

Saint Seiya – A Saga Guarani (fic, cap. 2)


Saint Seiya – A Saga Guarani
Capítulo 2 – Os sete monstros lendários



cap02



Poucos dias atrás, sentinelas avistaram dois estranhos se aproximarem calmamente do portão principal do Santuário de Atena. Ambos vestiam túnicas brancas com detalhes dourados que brilhavam intensamente sob a claridade natural de um meio-dia típico do verão do mediterrâneo.
- Quem são vocês? – um dos guardas perguntou, colocando a mão direita acima dos olhos para poder enxergar melhor os dois homens que vinham.
Os visitantes pararam, se entreolharam e, em seguida, retiraram o capuz que lhes cobria as faces. Sua pele era bem bronzeada, com um tom rubro acentuado, o cabelo extremamente preto e liso e os olhos cor-de-mel, reluzindo como verdadeiras labaredas acesas pelo sol escaldante, guardavam em seu interior uma preocupação perceptível.
- Sou Marangatu e este comigo é meu irmão e conselheiro, Tumé Arandu. Estamos aqui em visita emergencial à deusa Atena. Ela já foi informada sobre a nossa vinda – o mais alto dos homens falou com sua voz grave e violenta. Seu corpo era atlético, as grandes mãos calejadas. Não parecia passar dos trinta anos, em oposição ao seu companheiro, que certamente já estava além dos cinquenta.
Consideradas as devidas medidas de segurança, não tardou muito para que os visitantes finalmente tivessem acesso à presença de Atena.
Ao entrarem no salão de reuniões do Santuário, Marangatu e Tumé Arandu abaixaram-se, em sinal de respeito à Atena, que lhes esperava do outro lado do vasto cômodo. A deusa, até então sentada em uma espécie de trono feito de marfim e incrustado com diversas pedras preciosas, entre as quais se destacavam, em grande número, belas ametistas, levantou-se e retribuiu o gesto de reverência. Ao lado da deusa estavam em pé, à esquerda, um rapaz de longo cabelo negro, olhar esguio e corpo bem trabalhado dentro de uma roupa tipicamente oriental, e, à direita, uma moça usando máscara prateada, com cabelo castanho-avermelhado batendo nos ombros, o corpo delicadamente musculoso e extremamente sensual.
- Sejam bem-vindos. Por favor, sentem-se, a conversa será longa – Saori falou com a voz apreensiva.
Ambos os visitantes acomodaram-se nas duas cadeiras que estavam devidamente colocadas diante da reencarnação de Atena.
- É verdade, deusa, a história não é breve e precisa ser muito bem explicada. Mas, para que tudo fique muito claro, meu irmão é quem a contará – Marangatu disse, passando a palavra para Tumé Arandu, que concordou com a cabeça.
- Fico muito contente por retornar ao Santuário e reencontrá-la nesta vida, Atena. Infelizmente, a ocasião não nos permite qualquer celebração – Tumé Arandu disse, começando seu discurso. Sua voz era como a do farfalhar das árvores ao vento de outono: sibilante e áspera. – Bom, a história nos remeterá a um passado muito distante do povo guarani.
“Há muito tempo, durante a era mitológica, os deuses guaranis criaram os dois humanos originais, Rupave e Sypave. Estes viriam a ser conhecidos, respectivamente, como ‘Pai dos povos’ e ‘Mãe dos povos’, uma vez que sua união é a fonte da qual o rio da humanidade e todos os seus afluentes brotaram. Rupave e Sypave tiveram diversas filhas e apenas três filhos homens: eu, o mais velho, que me tornei um sábio e profeta (neste momento, Marangatu interrompeu seu irmão, afirmando que Tumé Arandu era o maior sábio e maior profeta do povo guarani); Marangatu, nosso grande líder, ou, como chamamos, mburovixá; e, por fim, Japeusa, um mísero trapaceiro que enganava a todos e que pôs fim à própria vida.
Marangatu nos chefiava com nobreza e generosidade, um líder consciente que sempre era o primeiro a entrar no campo de batalha, disposto a dar a vida pelo seu povo. Porém, certa vez, após uma série de consecutivas e esmagadoras vitórias sobre criaturas das mais variadas espécies e tribos de todas as terras, Marangatu ganhou uma legião de seguidores que rivalizava, em quantidade e respeito, aos adoradores de grandes divindades do panteão guarani. Quando os deuses perceberam este fato, reuniram-se nos céus para debaterem sobre qual atitude deveriam tomar. A decisão, quase unânime, foi a de que deveriam punir Marangatu como exemplo, embora até mesmo eles o admirassem.
Os deuses enviaram, então, o guerreiro Pirarucu para assassinar meu irmão, mas este não se deixou abater e eles iniciaram um combate sem precedentes. Ainda que Marangatu se mostrasse superior ao seu algoz em combate, a luta parecia que não teria fim, pois a resistência de Pirarucu fazia jus à toda a sua fama.
Kerana, minha sobrinha, desesperada com a situação, rogou aos deuses que poupassem a vida de seu pai. Ciente de que ela era muito menos importante para seu povo do que Marangatu, ofereceu-se em troca da vida de seu pai. As divindades discordaram a princípio, mas foram convencidos por Tau, a personificação de todo o mal, de que essa seria uma punição ainda mais vexatória para Marangatu, afinal, teria a vida salva por sua filha, que se sacrificaria por ele.
Sem que Marangatu soubesse, Kerana foi retirada da tribo e levada à morada dos deuses. Deveria ser morta por Tau, mas este fugiu levando-a consigo e a desposou, tendo com ela sete filhos monstruosos, que mais tarde ficaram conhecidos como ‘os sete monstros lendários’, criaturas selvagens e adoradoras de tudo o que há de mais perverso sobre a Terra.
Quando atingiram certa idade, esses monstros quiseram devastar e dominar o mundo e, por uma razão moral, coube a Marangatu a difícil missão de impedir seus próprios netos. Com a ajuda de diversas tribos, que enviaram seus mais valentes guerreiros, e dos deuses, que queriam se vingar de Tau por tê-los enganado, após uma longa e sangrenta batalha, as almas dos filhos de Kerana foram seladas e guardadas em uma arca, que foi jogada no rio Amazonas. Para o último confronto, contra o pai dos monstros, foram enviadas quatro divindades que, lideradas por Marangatu, conseguiram aprisionar o espírito de Tau.
Meu irmão pensou que finalmente tudo estava bem, mas ao se encontrar com Kerana descobriu que ela estava extremamente furiosa com o cárcere do marido e com o desaparecimento de seus filhos. Enquanto Kerana vagou pela floresta atrás deles, Marangatu voltou sozinho para a tribo, onde voltou a governar em paz, apesar da silenciosa dor em seu peito.”
- Esse é o melhor resumo que poderia imaginar, meu irmão. Agradeço por sua sabedoria – Marangatu disse, tocando o ombro de Tumé Arandu. Virou-se, então para Atena e seus dois acompanhantes – Desde então, eu, meus irmãos e Kerana seguimos reencarnando com grande frequência, esperando pelo inevitável momento em que os meus netos se libertariam e uma grande guerra voltasse a ocorrer. E agora, que o selo que prendia aqueles sete monstros perdeu seu poder, minha filha planeja trazer novamente Tau ao nosso mundo para que juntos dominem a Terra.
- O selo que os prendia perdeu seu poder?! Isso quer dizer que os sete monstros estão à solta?! – Shiryuu exclamou.
- Sim, cavaleiro. E para chegarmos até onde o espírito de Tau está preso, precisaremos enfrentá-los. Mas não há outra opção, pois Tau retornar ao mundo seria desastroso; as entidades guaranis remanescentes são poucas após tantas guerras, inclusive após as derrotas diante de Atena. E apenas eu e meu irmão não podemos impedir sozinhos o retorno da divindade. Precisamos da ajuda de vocês. Necessitamos de bravos e valorosos guerreiros que estejam dispostos a se arriscarem em prol do mundo e que possam nos ajudar a superar o poder dos sete monstros lendários.
- E você terá tais guerreiros à sua disposição, Marangatu. Percebo claramente que não é do tipo de homem que não enfrenta as adversidades da vida. Dado o histórico de conflitos entre o Santuário e o povo guarani, sei, acredito realmente, que se você está aqui hoje pedindo a nossa ajuda certamente é porque está colocando os interesses da humanidade acima de suas próprias motivações e isso é realmente muito nobre de sua parte. Entendo claramente porque foi tão exaltado por sua grande capacidade de liderança em tempos remotos – Atena falou, sua voz ia enchendo de esperança o coração de Tumé Arandu e de seu irmão. – Shiryuu, meu fiel escudeiro, e Marin, que lidera os soldados do Santuário, comecem os preparativos para esta longa viagem à Amazônia.


De volta ao presente...
O machado evocado por Japeusa segue rasgando o solo em direção a Hyouga até que, inesperadamente, uma rajada de cosmo altera a rota da grande arma. O golpe do invasor do Santuário fatia uma coluna da casa de Áries e logo depois é contido pela parede reforçada do templo, causando ainda uma explosão nela. Hyouga, cuja visão começa a se recuperar do clarão do golpe do inimigo, e Japeusa estão espantados.
- Esse golpe... que foi?! Aí quem está?! Meteoros ser pareciam... – Japeusa questiona, os olhos arregalado em direção à origem do ataque, no lado oposto ao templo de Áries.



(fim do cap. 2)



Obs 1: enfim, será um capítulo por sábado, pelo menos. Comentários e críticas serão MUITO bem-vindos!! Ah, sobre a ortografia, eu ainda estou me adaptando à nova ortografia brasileira, então creio que o texto estará como eu: em transição entre a antiga ortografia e a atual. :D Hmmm... Acho que é isso! :D Obrigado!

Obs 2: agradeço profundamente a, em ordem alfabética: Caio, Faber, Iara, Jorge, Onçana, Pedro, Thiago e Thiago (sim, outro), pela enorme força e crítica que me ajudaram tanto! :D

Obs 3: "Saint Seiya – A Saga Guarani" é um fanfic, ou seja, é baseado em personagens/séries já existentes. No caso, a série e personagens de ponto de partida é Saint Seiya, criação de Masami Kurumada.

Raios de Sol!!
Schuabb *Apolo(Douko)*





sábado, 20 de junho de 2009 às 01:04

Saint Seiya – A Saga Guarani (fic, cap. 1)


Saint Seiya – A Saga Guarani
Capítulo 1 – A invasão do Santuário


cap01


Atenas, Grécia. O dia está apenas começando e os raios de sol ainda são escassos quando aquele homem de grandes proporções, aproveitando-se da troca de turno dos guardas do portão secundário, consegue entrar às escondidas no Santuário de Atena. Procurando pelo pavilhão de hóspedes, ele vê ao longe o monte encimado pelo templo principal, onde a própria deusa Atena, reencarnada agora no corpo da jovem Saori Kido, reside. A enorme estátua da divindade, ao lado do seu templo, torna muito óbvia sua identificação, o que leva o invasor a acreditar que Atena não seja alguém muito prudente - talvez por não temer um ataque súbito, já que está rodeada por guerreiros que dariam a vida para protegê-la, ele supõe. “Uma imbecil”, pensa enquanto contém seu riso, lembrando que ela poderá lhe ser útil, seja como refém, para alguma eventual necessidade, seja como mais um cadáver para sua lista de vítimas.
Sempre de forma furtiva, mas movendo-se em alta velocidade, o homem parte rumo ao templo de Atena. O silêncio no Santuário é quase absoluto, sendo interrompido apenas pelo zunir de ventanias ocasionais e qualquer som mais aguçado poderá chamar a atenção dos soldados. Não muito tempo depois, ele se depara com um enorme templo grego aos pés do monte. Vacila por um instante, lembrando-se das histórias que ouviu a respeito dos doze poderosos guardiões dos templos que protegem o caminho até os aposentos de Atena. Sorri, debochando de si mesmo em pensamento: “Temer por quê? Sob a terra apodrecendo estão!”.
Não há muito tempo todos os cavaleiros de ouro restantes morreram na guerra contra Hades. Morreram, mas não foram mortos: sacrificaram-se para que outros guerreiros pudessem ir até onde Atena estava aprisionada: Seiya, Shiryuu, Shun, Hyouga e Ikki, os cinco cavaleiros de bronze que se tornaram lendas vivas ao salvarem a Terra e voltarem do mundo dos mortos com Atena. Seiya de Pégaso, o cavalo alado e selvagem, o cavaleiro que teimava em não ser derrotado, ele sim poderia ser uma preocupação para o invasor do Santuário. Mas não o é. Seiya encontra-se em uma espécie de coma induzido pela espada de Hades. O homem ri novamente de forma abafada ao se lembrar disso e o riso emenda em um tremer de dentes por causa do frio súbito que sente. Percebe, então, um cosmo pulsando firme vindo de trás de si. Vira-se rapidamente, já preparando um ataque, mas antes que possa ver quem o está ameaçando, é atingido por uma rajada intensa de cosmo gelado que o derruba no chão.
- Quem é você que invade o Santuário de Atena? – o jovem cavaleiro pergunta com seus olhos azuis brilhando friamente em alerta, os braços preparados para atacar novamente. – Achou mesmo que poderia entrar aqui sem que ninguém o visse? Recebi o alerta das sentinelas e vim pessoalmente interromper seu progresso.
- Sou eu quem? De longe um amigo. Alguém que do outro lado do mundo uma visita à Atena veio fazer – diz enquanto se levanta, a cerca de oito metros do cavaleiro.
- Deveria ter se anunciado na entrada do Santuário, como todas as visitas fazem. Peço que retire seu manto para que eu possa ver seu rosto claramente e também para que possa me certificar de que está desarmado.
O corpo do invasor está completamente coberto por um longo manto marrom-escuro cujo capuz recobre inclusive boa parte seu rosto, até pouco abaixo do nariz. Pode-se perceber que sua pele é bem morena, embora apenas seu pescoço, queixo e boca estejam à mostra. E esta última novamente se abre:
- Cavaleiro jovem é. Do frio um manipulador...
- Repito que ti...
- Cisne! De bronze, o Cisne você deve ser! Dos guaranis, Japeusa sou eu. Dos hóspedes de Atena irmão – conclui sorridente, cortando a fala do cavaleiro.
- Então, diz que é irmão dos hóspedes de Atena? De qualquer forma precisarei confirmar isso – o Cisne fala, mantendo seu olhar questionador e a mesma distância entre ambos.
- Não precisa cavaleiro se preocupar com isso. Em lhe culpar quando pensarem, já estará morto. E ninguém os mortos culpa, da terra pelo menos da qual venho. Isto observe: Auçá Gi (Machado do Caranguejo)! – ele brada, ao que suas mãos, que agora estão à mostra pela abertura frontal do manto, são envoltas por um cosmo denso que, gradativamente, se materializa em forma de machado em cada uma das duas. – Em dúvida se o mataria por um momento fiquei. Mas sua armadura branca imaginei com sangue bela como ficará. Sangue púrpura...
- E você acredita mesmo que poderá me derrotar com machados?! Não me subestime! Eles não conseguirão transpor minha armadura. Serão congelados antes! – o cavaleiro grita, sem parecer ter se impressionado com a manifestação do cosmo de seu oponente. – Aliás, você inteiro será congelado! Diamond Dust (Pó de Diamante)!!
Japeusa começa a girar os machados à sua frente e assim cria uma eficaz barreira para o golpe. O Diamond Dust é refletido contra o próprio cavaleiro de Cisne, que rapidamente salta à esquerda para escapar do contra-ataque.
- Lento ataque seu esse é muito! Por você atingido para não ser, meus machados basta mover à velocidade da luz. Fácil pra mim isso é! – zomba do cavaleiro de Atena.
- Ora, seu... – o guerreiro de Atena esbraveja, enquanto começa a elevar seu cosmo. – Eu sou Hyouga de Cisne e lhe garanto que não viu nem um décimo do meu poder! Então, pare de se gabar por tão pouco! – ergue seu dedo indicador em direção a Japeusa e exclama – Kalitso (Círculo de Gelo)!
Neste momento, Japeusa se vê envolto por círculos de cristais de gelo. Tenta se mover em vão; está completamente paralisado pela técnica do Cisne.
- Maldição! Com apenas um dedo como você... – o invasor exclama, perplexo.
- Cale-se! Já que não quis revelar seu rosto por bem, decidi fazê-lo eu mesmo – Hyouga fala, deixando transparecer um leve sorriso no canto da boca.
Um pulso do cosmo do cavaleiro intensifica os cristais de gelo ao redor de Japeusa de modo que o manto deste é instantaneamente congelado. Outro pulso e o manto trinca e se desfaz em incontáveis pedaços, revelando o corpo musculoso do invasor, agora vestindo apenas uma túnica plúmbea.
- Você está sem armadura! Como invade o Santuário assim!? É arrogante ou idiota!?
- Arrogante? É você arrogante, Cisne, por achar, para derrotá-lo, que eu preciso de armadura! – Japeusa começa a girar os machados à sua frente mais uma vez, intensificando seu cosmo ocre. – Mortalmente agora o atacarei! Auçá Giguaçu (Grande Machado do Caranguejo)!
Nesse instante, o invasor abre os braços e uma saliência no cosmo começa a se expandir a partir do meio do seu peito, tomando a forma de um imenso machado que em segundos se materializa. Hyouga percebe a grande quantidade de poder que seu rival está manifestando, eleva seu cosmo e prepara-se para atacar também. Porém, de repente o machado, que flutua no ar em frente à Japeusa, emite um intenso clarão que cega momentaneamente o Cisne. A seguir, a arma voa rapidamente em sua direção, deixando sob si uma enorme fenda no solo.



(fim do cap. 1)



Obs 1: bom, a princípio vou postar dois capítulos por semana, um no sábado e um na quinta-feira. Comentários e críticas serão MUITO bem-vindos!! Ah, sobre a ortografia, eu ainda estou me adaptando à nova ortografia brasileira, então creio que o texto estará como eu: em transição entre a antiga ortografia e a atual. :D Hmmm... Acho que é isso! :D Obrigado!

Obs 2: o Japeusa é um ente da mitologia guarani que falaria as coisas ao contrário e enganaria pessoas. Não o coloquei pra falar ao contrário porque seria muito complicado. :P Então, o adaptei a um yodês da vida.

Obs 3: "Saint Seiya – A Saga Guarani" é um fanfic, ou seja, é baseado em personagens/séries já existentes. No caso, a série e personagens de ponto de partida é Saint Seiya, criação de Masami Kurumada.

Raios de Sol!!
Schuabb *Apolo(Douko)*





segunda-feira, 25 de maio de 2009 às 21:21

Alternativa profissional inusitada.


"SEPULTADOR - 1 vaga

Requisitos:
- Ensino fundamental completo (antigo 1º grau);
- 02 (dois) anos de experiência em obras e/ou construção civil;
- Disposição e força bruta, paciência, saber ouvir, agir com discrição, controle emocional.

Atividades:
- Abrir sepultura para sepultamento;
- Fazer exumação;
- Preparar a sepultura para sepultamento;
- Recolher e recolocar lápides no campo;
- Orientar pessoas na localização de sepulturas;
- Realizar sepultamento.
- Trabalhará em ambiente aberto de forma presencial, estando sujeitos a variações do clima."

Raios de Sol!!
Schuabb *Apolo(Douko)*





domingo, 24 de maio de 2009 às 03:07

Pequenos prazeres da vida.


Estou saindo da Ediouro e sentirei saudades...
- do lugar, mas não da localização.
- do cheiro de creme de abacate, mas não do cheiro de esgoto do viaduto na Radial Oeste.
- dos risos, mas não das palavras impróprias.
- da generosidade, mas não da falta de educação.
- do trabalho, mas não das horas. (Always the hours)
- dos papos na volta pra casa, mas não do 665.
- da bolsa, mas não de desembolsar tanto com passagem.
- de algumas pessoas, mas não de outras.

E sabe o que é mais curioso e não tem nada a ver com a Ediouro? O quanto a pessoa antes tida como a mais importante em um dado ambiente se torna tão irrelevante. Os sentimentos são realmente incontroláveis.

Nota mental: devendo um telefonema a um, um pedido de desculpas a outra, enfim, dedicação aos que eu gosto E que gostam de mim. Chega de chutar cachorro morto. Porque cachorro morto invariavelmente fede.

Raios de Sol!!
Schuabb *Apolo(Douko)*





terça-feira, 5 de maio de 2009 às 21:20

Como o mundo virou gay?




Resposta: Tudo começou nos anos 60, com os hippies. Muita "paz e amor" e depois de cheirar aqui e ali o riponga não sabia distinguir quem era homem e quem era mulher naquele monte de gente cabeluda. No dia seguinte era só lamentar... ou não! Muita gente tomou gosto e quatro décadas depois estamos como estamos.

Obs: sim, isto é uma piada.

Raios de Sol!!
Schuabb *Apolo(Douko)*





Básicos:
- Nome: Rafael Schuabb (...)
- Também conhecido por: Schuabb, Apolo, Douko, entre outros!
- Nasci em 26/07/1985 (idade? Façam as contas, oras! Só sei que aparento ter menos... :P)
- Leonino típico, com ascendente em sagitário e uma lua em escorpião que me leva à loucura às vezes... Rsss
- Moro na Cidade Maravilhosa (ainda maravilhosa sim!)
- Curso Letras Português/Japonês na UERJ / Trabalho como avaliador de palavras cruzadas das revistas Coquetel.

Preferências:
- Cores: vermelho e a dupla branco e preto.
- Animais: felinos em geral, especialmente gatos, arminhos e leões. Mas curto animais em geral, excluindo-se insetos voadores! :P
- Países que gostaria de conhecer (mas antes gostaria de conhecer mais o Brasil): Áustria, Canadá, Japão, Rússia e San Marino.
- Tipo de música: um pouco de tudo! É, de TUDO mesmo! ^^
- Músicas que me dizem muito: La soledad, Velvet underworld, It's all coming back to me now.
- Bandas/cantores preferidos: Céline Dion, Laura Pausini, Leoni, Marisa Monte, Weiß, Zayra Alvarez, etc.
- Filmes preferidos: Batman(nova franquia), O casamento do meu melhor amigo, Homem-aranha (1 e 2), As horas, O rei leão, etc.
- Mangás/animês preferidos: Weiß Kreuz, Saint Seiya (Cavaleiros do Zodíaco), Yuu Yuu Hakusho, Versailles no bara (Rosa de Versalhes), Rurouni Kenshin (Samurai X), etc.
- Personagens preferidos de mangás/animes: Aiolia, Albafica, Douko, Hotohori, Kurama, Milo, Oscar Jarjeyes, Shiryuu, Shun, Soujirou Seta, Sumeragi Subaru.
- Personagens preferidos de comics: Aranha Escarlate, Batman, Homem-Aranha, Lanterna Verde (Hal), Noturno, Raio Negro (Blackagar Boltagon), Robin (Tim Drake), Surfista Prateado, Tákion, X-Man (Nate Grey), etc.

Outros:
- Eu me definiria por: decidido, sincero, dedicado, sensível, forte, animado, sexy (uia!), rígido, carismático, complicado e calmo.
- Coleciono: basicamente cloth myths (miniaturas de cavaleiros do Zodíado) e outras miniaturas e mangás/animês, mas também chaveiros, bolinhas quicantes (old school¹), cartões telefônicos (old school²), etc.
- Curto muito: escrever, desenhar, ler, mangás/animês, cultura/língua japonesa, culturas em geral, mitologias em geral, música, Sol (o astro, não calor), chuva, vento, frio;
- Não curto nem um pouco: que fiquem olhando para a tela do computador enquanto uso, que me atrapalhem quando estou ouvindo e cantando uma música, falta de educação, estagnação, insegurança, exibicionismo e aquelas coisas clichês, como falsidade, etc.

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Resultados em testes:
01) Quem você é em Saint Seiya? (cavaleiros de bronze)(v.1) - Eu sou o Shiryuu.
02) Quem você é em fruits Basket? - Eu sou a Akito.
03) Que deus grego você é? - Eu sou o Apolo.
04) Qual é o seu elemento? - O meu é a luz.
05) Quem você é no PV? - Eu sou o Schuabb.
06) O que o Orkut diz sobre você? - Que eu sou tímido.
07) Quem é você em Rebelde? - Eu sou a Lupita Fernandéz.
08) Você é sexy? - Sexy chique.
09) Você manda bem na arte da paquera? - Mando muito bem.
10) Quem é você no BBB6? - Eu sou o Rafael.
11) Que rótulo idiota te define como pessoa? - "Nerd".
12) Que acessório sexual você é? - Eu sou o lubrificante.
13) Qual religião é a certa para você? - O Budismo.
14) Que personagem de Battle Royale você é? - Eu sou o Shogo Kawada.
15) Que personagem de Battle Royale você é (again)? - Eu sou o Hiroki Sugimura.
16) Que personagem de Battle Royale você é (double again)? - Eu sou o Hiroki Sugimura.
17) Quem é você na Liga da Justiça? (versão Melhores do Mundo) - Eu sou o Batman.
18) Quem é você em Saint Seiya? (cavaleiros de bronze)(v.2) - Eu sou o Shiryuu.
19) Que pecado capital é você? - Eu sou a gula.
20) Para qual parte do inferno de Dante você irá? - Irei para o nível 1, o Limbo.
21) Quem é você em "Páginas da vida"? - Eu sou a Olívia.
22) Que tipo de amiga você é? - Eu sou "melhor amiga".
23) Que tipo de garoto você curte? - Curto os descolados.
24) Qual o seu anel do poder? - O meu é o anel do amor (anel violeta).
25) Qual distúrbio psiquiátrico você tem maior propensão a desenvolver? - Obsessivo compulsivo.
26) Você nasceu para ser o quê? - Detetive.
27) Qual é a primeira coisa que as pessoas percebem em você - Minha risada.

Testes que criei!!
01) Quem é você em Saint Seiya? (cavaleiros de bronze) (v.1)
02) Quem é você no PV (Prédio dos Vagabundos)? (v.1)
03) Quem é você na Liga da Justiça? (versão Melhores do Mundo)
04) Quem é você em Saint Seiya? (cavaleiros de bronze) (v.2)
05) Quem é você em Saint Seiya? (cavaleiros de ouro)
06) Quem é você no PV (Prédio dos Vagabundos)? (v.2)

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