segunda-feira, 20 de julho de 2009 às 22:34

Saint Seiya – A Saga Guarani (fic, cap. 5)


Saint Seiya – A Saga Guarani
Capítulo 5 – A ida para Yvy Marã



cap03



– Irmão... Irmão, acorde – uma voz grave interrompe o sono do jovem.
– Hmmm – o rapaz se espreguiça na parte de trás do jipe, abrindo lentamente os olhos brilhantes. – Chegamos?
– Ainda não, Shun. Precisamos pegar um barco ainda. Está melhor?
– Sim, consegui descansar um pouco e o enjoo passou. Não se preocupe, irmão, não foi nada de mais. Deve ter sido apenas efeito do calor – responde, ainda deitado.
– Então levante-se, Shun. Shiryuu e os outros já devem estar chegando ao nosso destino. Temos que nos apressar – Ikki fala com firmeza.
A viagem deles é longa: vindos do Japão em um avião da Fundação Graad, desembarcaram em Belém, no Brasil, onde um jipe os esperava. Agora estão às margens da floresta amazônica, onde tomam um barco de pequeno porte para irem ao local combinado, o terreno de uma tribo indígena na Amazônia paraense. Quando lá chegarem, encontrarão-se com Shiryuu, Hyouga, Marin, Asterion e Marangatu e farão uma breve caminhada até a entrada de Yvy Marã, onde está o quartel-general de Kerana, como revelou Tumé Arandu no templo de Atena poucos dias atrás, após um transe telepático:
– Os espíritos dos ancestrais me disseram que Kerana refugiou-se em Yvy Marã, a “Terra sem males”, um local místico que existe em paralelo à Terra na qual vivemos. Conta-se entre os guaranis que esse outro mundo é acessível às almas dos índios que viveram de acordo com os ideais de nosso povo. Assemelha-se, assim, ao Paraíso da tradição cristã. Não posso afirmar que seja este o motivo, mas a escolha de Yvy Marã como base é muito prudente, uma vez que os homens que estão vivos só podem entrar naquele lugar se conseguirem controlar todos os fragmentos de sua alma, como o fazem naturalmente os bons índios após o sono derradeiro. Os que não conseguem fazê-lo têm sua alma estilhaçada assim que entram naquele lugar.
– Controlar a vontade alma ainda em vida? Aqui no Santuário chamamos algo assim de arayashiki, o oitavo sentido.
– Oitavo sentido? É um nome muito interessante, Atena. Se têm uma palavra para isso, devo acreditar que os seus cavaleiros possuem o... oitavo sentido?
– Nem todos, Marangatu, infelizmente. E com isso eu concluo que só poderei enviar quatro cavaleiros ao combate contra Kerana e seus filhos.
– Não se preocupe, Atena. Trago comigo uma alternativa para sanar esse problema – Tumé Arandu disse, tirando do bolso de sua túnica um saquinho de tecido bege com riscas azuis e vermelhas, fechado com uma fita branca. Em seguida, o velho índio abriu o recipiente e tirou de lá algo que muito parecia uma semente de mamão.
– Isso é...!
– Sim, meu irmão, neste saco trouxe sementes de ataendyuru, um fruto mágico capaz de manter a alma em sua totalidade junto ao corpo que lhe pertence. Para nossos olhos parecem simples sementes, mas para as almas elas são verdadeiros castiçais, iluminando o caminho certo a seguirem em meio às trevas – Tumé Arandu vira-se, então, para Atena e continua: – Basta que seus cavaleiros comam uma destas e a alma deles não será despedaçada quando chegarem a Yvy Marã.


O barqueiro para a canoa e Marangatu, Marin e Asterion desembarcam. A seguir o mesmo acontece com Shiryuu e Hyouga, que vieram em uma outra canoa. Todos, à exceção de Marangatu, carregam as urnas de suas armaduras.
– Chegamos. Não são muitos os guaranis no norte do Brasil, mas sua índole é incontestável. Nos receberão com muita festividade, certamente – Marangatu fala com olhar orgulhoso.
– Ótimo, mas eu acredito que possamos dispensar recepções. Não temos tempo para isso, Marangatu. Daqui a seis horas a noite chegará – Hyouga diz, apreensivo, com sua aspereza característica.
– Ora, jovem cavaleiro, precisaremos esperar Andrômeda e Fênix, não é mesmo? Então, é melhor aproveitarmos esses poucos instantes alegres antes da batalha.
– Esperá-los?! Ninguém da tribo pode guiá-los depois? Assim nós podemos ir na frente – Asterion sugere. – Como Hyouga mesmo falou, o tempo é curto. Temos que nos apressar!
– Seria muito arriscado invadirmos Yvy Marã agora, cavaleiros. Por mais que percamos algum tempo, devemos esperar os dois guerreiros que faltam para irmos com força total à base de Kerana. Lembrem-se de que além dela e de Japeusa os sete monstros lendários também guardam o espírito de Tau.
– E, no momento, somos apenas cinco... – Marin diz, concordando com a cautela de Marangatu.
– Isso mesmo. Compreendo a ansiedade, mas irmos agora pode resultar em um fracasso total. Shun e Ikki não devem demorar a chegar – Shiryuu fala a Hyouga e Asterion, que acabam se convencendo de que o melhor a ser feito é esperar os cavaleiros de Andrômeda e Fênix.
Os cinco guerreiros dirigem-se para a aldeia guarani. Pouco tempo depois, ao chegarem nela, Marangatu percebe um silêncio anômalo. Nem mesmo os ruídos típicos da floresta se pronunciam naquele momento. O líder guarani apressa seus passos.
– Estranho... Não há ninguém na entrada da aldeia para nos recepcionar. E todo esse silêncio...! – Marangatu fala com assombro, entrando no território da tribo.
– Bom, talvez eles já tenham ido enfrentar Kerana – Asterion diz, com algum sarcasmo, sob o olhar reprovador de Shiryuu.
– Não... não é simples assim, cavaleiro. Eu sou o líder supremo das tribos guaranis. Eles não iriam à guerra sem o meu aval, sem a permissão de seu comandante. Essa atmosfera densa... Alguma coisa aconteceu ou ainda está acontecendo aqui. Fiquem em guarda, cavaleiros! – Marangatu grita, parando de andar, ao perceber uma estranha movimentação em uma das cabanas da aldeia.
De repente, de dentro dessa cabana um grito extremamente agudo irrompe pelo ar, dilacerando o silêncio que antes preenchia o ambiente. Em seguida, pode-se ouvir o bater de muitas asas – “Isso não é o barulho de aves comuns... É um som mais oco e grave”, pensa Marangatu – e o eco de outros tantos gritos vindos do interior de todas as cabanas. Então, de dentro de cada uma delas saem voando vários homens de pele rubra com grandes asas membranosas como as de morcegos pendendo de seus braços. Carregam foices curtas, que estão em sua maioria sujas de sangue. Eles pairam no ar. São dezenas de criaturas flutuando a cerca de doze metros de altura ao redor dos guerreiros vindos do Santuário de Atena, que por sua vez ficam uns de costas pros outros, formando também um círculo no chão.
– Não posso acreditar! – Marangatu grita, mais uma vez espantado com o que seus olhos vêem. – São cupendipes! Índios amaldiçoados que vivem nas montanhas do centro-norte do Brasil! Criaturas assassinas! Como ousaram sair de seu exílio?!
– Assassinos?! O sangue... Então eles...
– Sim, Dragão! Devem ter exterminado todos desta aldeia! Miseráveis...! Muito cuidado, cavaleiros! São criaturas rápidas e mortais! – Marangatu grita, mantendo-se em posição ofensiva.
– Eles é que devem ter cuidado conosco, Marangatu! Somos os cavaleiros de Atena e vamos acabar com eles! – Asterion esbraveja, abrindo com ímpeto a urna de sua armadura, o que produz um clarão quase estelar. Poucos instantes depois ele já está trajando a armadura de Cães de Caça. – Vamos, demônios! Ataquem-me!!
Os cupendipes se entreolham e em seguida dois deles voam em direção a Asterion com as foices em riste. O cavaleiro de prata desvia-se deles com extrema facilidade, segura-os pelos cabelos atrás de si, gira seus corpos no ar e os atira contra o solo com violenta força. Os dois índios alados morrem instantaneamente quando seus crânios se chocam com a terra. As demais criaturas demonstram um misto de surpresa e revolta. Elas tornam a gritar e partem para cima do cavaleiro de prata, ao mesmo tempo em que Shiryuu, Hyouga e Marin vestem suas respectivas armaduras e se lançam ao combate, posicionando-se ao redor de Asterion. Marangatu segue com eles, mas sem armadura.
Marin salta por cima dos dois cupendipes que a atacam, gira seu corpo no ar e desfere o Ryuusei Ken (Meteoros), derrubando-os mortalmente com sua rajada de cosmo azulado. Ao pousar no chão, percebe um terceiro índio vindo do alto, caindo em cima dela com a foice mirando em seu pescoço. A amazona de Águia se abaixa, impulsiona-se com as pernas e lança-se para o lado esquerdo. O índio crava a foice no chão e enquanto tenta empunhá-la novamente recebe um poderoso soco que afunda em seu rosto, destroncando sua mandíbula. Marin, então, acerta a barriga do inimigo com seu joelho direito enquanto os punhos batem com força nas costas da criatura, fazendo com que desmaie.
Excalibur!! – Shiryuu golpeia ali perto. O feixe de luz fatia vários cupendipes, abrindo caminho na multidão que investe contra o cavaleiro de Dragão e seus companheiros. Asterion aproveita a brecha criada pela técnica herdada de Shura de Capricórnio e se lança no meio dos inimigos, multiplicando-se entre eles:
Million Ghost Attack (Ataque de um Milhão de Fantasmas)! – desfere, derrubando muitos cupendipes.
Enquanto isso, Hyouga está envolto com cinco das criaturas. Sem paciência, emite uma rajada de ar frio que os congela. Inesperadamente, porém, surge um sexto cupendipe por trás, abraçando sua cabeça e tapando seus olhos. O cavaleiro de Cisne segura o índio pelos braços, congelando-os completamente, e o arremessa longe. Ao se chocar contra o chão, a criatura alada tem seus braços destruídos com o impacto. Ele está jorrando sangue pelos ombros quando Marangatu toca sua cabeça com a mão esquerda emanando um intenso cosmo verde que se transfere para o cupendipe. Hyouga vê a cena com espanto, lembrando-se de que foi assim que Marangatu curou suas feridas um dia antes, no Santuário. Porém, desta vez o cosmo do líder guarani faz com que a cabeça da criatura exploda.
Os índios alados, então, voltam sua atenção para o poderoso cacique, que se mantém firme em posição ofensiva. As criaturas preparam-se para atacar quando sentem uma imensa energia escaldante vindo de fora da aldeia. É o cosmo imponente de Ikki de Fênix, que chega ao campo de batalha junto de seu irmão Shun, ambos já em suas respectivas armaduras. O cosmo incendiário de Fênix assusta todos os índios alados restantes – agora são por volta de cinquenta criaturas –, que partem em retirada desesperados, indo para uma montanha próxima, no meio da selva fora da aldeia.
– Estão indo para Yvy Marã! Vamos atrás deles! – Marangatu brada, comandando os cavaleiros de Atena.



(fim do cap. 5)



Obs 1: a saga finalmente toma os rumos que eu queria desde o princípio. Vamos às lutas!
Obs 2: desculpem pelo capítulo loooooooongo!
Obs 3: obrigado ao Omi por me apresentar aos cupendipes! Eles entraram na história de última hora, mas acredito que foram fundamentais para essa transição para o começo das batalhas principais.
Obs 4: obrigado a todos os que estão acompanhando a história! Comentários e críticas serão MUITO bem-vindos!!
Obs 5: "Saint Seiya – A Saga Guarani" é um fanfic, ou seja, é baseado em personagens/séries já existentes. No caso, a série e personagens de ponto de partida é Saint Seiya, criação de Masami Kurumada.

Raios de Sol!!
Schuabb *Apolo(Douko)*





sábado, 11 de julho de 2009 às 17:20

Saint Seiya – A Saga Guarani (fic, cap. 4)


Saint Seiya – A Saga Guarani
Capítulo 4 – A lenda do caranguejo



cap03



O cavaleiro recém-surgido sai do templo de Áries, revelando sua armadura prateada. Ele não é baixo, embora pareça ser, perto dos 1,92 metros de Japeusa. Seu cabelo verde-piscina balança suavemente com a brisa e seus olhos se mantêm fixos no invasor do Santuário. Seus olhos... Japeusa percebe que há algo de diferente em seu novo oponente. Não consegue identificar o que é, mas o olhar do cavaleiro lhe desperta uma sensação de grande desconforto.
– Meu olhar? Está invadindo a sua mente, por isso você se sente assim – ele diz a Japeusa.
– Ora... Você, soube como?
– Ouço seus pensamentos sem nenhuma dificuldade – fala, ao que o invasor arregala os olhos amendoados. – Eu sou Asterion, cavaleiro de prata da constelação de Cães de Caça! Vim com o objetivo de despachá-lo para o outro mundo.
– Meus pensamentos lê? Incrível habilidade! Mas, para me derrotar está enganado que será o bastante se acha... Na velocidade da luz que me atacar terá. E nisso os de prata cavaleiros não são bons pelo que dizer ouvi. Ahahahah! – Japeusa debocha.
– Velocidade da luz? O sétimo sentido... Se é isso o que tenho que fazer para derrotá-lo eu o farei. Não posso permitir que manche a reputação dos cavaleiros de Atena com suas mãos imundas! – brada, ficando em posição de ataque, assim como seu oponente.
Nesse momento, porém, Asterion e Japeusa sentem um cosmo se intensificando. É Hyouga. O cavaleiro de Cisne está novamente de pé, com o braço esquerdo sobre a barriga. Sua armadura está toda ensanguentada.
– Asterion, leve Marin e Shina para longe daqui. Quanto ao invasor, eu sou seu oponente – Hyouga fala com alguma dificuldade.
– Ora, ora, Hyouga. No momento, você parece precisar de ajuda tanto quanto essas duas.
– Está enganado, cavaleiro de prata. Se for mesmo capaz de ler o pensamento dos outros deve saber que estou pronto para continuar a luta. Mas preciso de toda concentração possível e tendo que protegê-los eu não conseguirei fazer isso.
– Nos proteger!? – Asterion exclama com uma fúria repentina. Recompõe-se: – Tudo bem, Cisne, faça como preferir. Levarei as amazonas para longe. Elimine o invasor aqui mesmo, pois é sua obrigação como cavaleiro de Atena. Cumpra o seu papel como tal.
– Eu sempre cumpri, Asterion. Não me escondi no Santuário enquanto meus companheiros enfrentavam Poseidon e Hades.
Asterion esboça uma resposta à crítica de Hyouga, mas é interrompido pela voz de Japeusa:
– Quem vai contra mim lutar discutir para decidir não precisam. São os dois insignificantes. Juntos lutando mesmo de vencer chances não terão – o invasor afirma, elevando intensamente seu cosmo. Atrás dele surge a forma de um imenso caranguejo.


Há muito tempo, na era mitológica, Japeusa era conhecido por ser um índio mentiroso que fazia e falava tudo ao contrário para enganar os outros. Destoando de seus irmãos, o grande líder indígena Marangatu e o sábio Tumé Arandu, Japeusa era considerado um homem desprezível.
Naquela noite fatídica, Japeusa era o único homem que não havia saído para a guerra. Afinal, Marangatu não queria em seu exército alguém tão mal visto pelos soldados. Temia inclusive que alguns destes se recusassem a lutar caso vissem que seu irmão era um dos membros da tropa. Quanto ao primogênito da família, Tumé Arandu, continuava seu retiro espiritual nas montanhas do norte. Assim, Japeusa estava em casa apenas com suas irmãs e sua mãe.
No meio da madrugada, Iracema, uma das filhas de Rupave e Sypave e irmã de Japeusa, começou a se debater, levando as mãos ao pescoço em completo desespero. Sentia sua garganta inchando cada vez mais e começava a ter dificuldade para respirar. Sypave, sem outra opção, enviou Japeusa à floresta para buscar os ingredientes necessários à elaboração de um caldo que curasse sua irmã. Japeusa parecia determinado a salvar Iracema, porém, por algum motivo – talvez a escuridão da noite ou a sonolência do índio – ele trocou alguns ingredientes e quando deu a poção para sua irmã a condenou à morte.
Ao perceber o que fez, Japeusa entrou em estado de choque, sacudindo a irmã e implorando para que abrisse os olhos novamente. As índias, que estavam reunidas na morada da família de Sypave rezando por Iracema, se uniram contra Japeusa, mas este conseguiu fugir embrenhando-se na selva. Desesperado, se sentindo culpado pela morte da irmã, o índio não resistiu e se lançou a um rio de corredeiras muito fortes.
Correu a lenda de que Japeusa acabou morrendo naquele rio e que as divindades, então, o castigaram, transformando seus restos mortais em um caranguejo, para que o índio trapaceiro sempre andasse para trás.


Japeusa está prestes a desferir seu golpe Auçá Giguaçu (Grande Machado do Caranguejo) quando um som começa a se espalhar por todo o ambiente e desconcentrá-lo. Semelhante ao farfalhar de muitas e muitas folhas, o ruído vai se intensificando e entrando na mente dos guerreiros ali presentes, incluindo Marin e Shina, já totalmente despertas. Por mais que tampem os ouvidos, à medida que o som aumenta seus corpos estremecem cada vez mais e uma sensação de angústia consome sua mente.
– Esse-se som... Ser não p-pode... – Japeusa fala, reconhecendo o poder que se manifesta ali.
– Claro que pode, meu tolo irmão. Este é o Capororoca (Selva Barulhenta), como você deve se lembrar muito bem – é Marangatu, com toda sua imponência, quem chega pela casa de Áries.
O líder guarani estica os braços para frente e em seguida os levanta, silenciando assim o som tormentoso, para alívio de todos. Em seguida, caminha até Hyouga e coloca as mãos sobre os ombros do cavaleiro de Cisne.
Jurubeba (Planta Espinhosa Medicinal) – falando isso, suas mãos são envoltas por um cosmo esverdeado que é transferido para o corpo de Hyouga.
– Os cortes feitos com os machados... sumiram! – Hyouga exclama, surpreso e instantaneamente curado.
– Maldito! Trapaça isso é! – Japeusa grita.
– Trapaça? E quem é você para me falar em trapaça, Japeusa!? Logo você, tão vil? Você não tem moral nenhuma, irmão, mas confesso que não esperava que fosse capaz de se aliar à Kerana... Por isso está aqui, não é? Veio enviado por minha filha?!
– Hahahaha! Marangatu, razão tem! Com Kerana estou, verdade é, mas burro não sou. Enfrentá-los sozinho não pretendo, para dar um recado vim e apenas com os medíocres cavaleiros me divertindo estava.
– Um recado?! – Marangatu pergunta.
– Sim! Direto serei: a reencarnação de Porasy capturamos e na noite de lua cheia próxima a sacrificaremos.
– Porasy!? Então vocês já sabem de tudo?! – o líder guarani transborda aflição pelos olhos.
– Sim, Marangatu. A chave para o espírito de Tau libertar a alma de Porasy é. Quando mais intenso é o poder de Tau, durante a lua cheia, deve ser feito para sua libertação o ritual.
– Porasy é nossa irmã, canalha! Como tem coragem de se aliar à Kerana e tramar contra ela?
– Apenas uma reencarnação é de nossa irmã. Nós dois nem irmãos não mais somos. Inimigos agora!
– Se é assim que você quer, Japeusa, não me oporei à sua decisão. Prepare-se! – Marangatu brada, colocando-se em posição de ataque e elevando seu cosmo verde extremamente brilhante.
– Não sou burro, como falei – Japeusa, então, tira de dentro de sua túnica uma espécie de chocalho indígena bastante colorido e, ao sacudi-lo com ambas as mãos, emite um clarão e desaparece instantaneamente.
– Ele se teletransportou!? – Marin exclama, apoiando Shina.
– Covarde! – a amazona de Cobra grita, revoltada.
– Maldito seja meu irmão, Japeusa! Ele utilizou o chocalho de Nhamandu, um artefato mágico de nosso povo com a capacidade de conduzir seu portador para onde ele desejar.
– Para onde quiser? Então Saori...!?
– Agradeço, Hyouga, mas não é necessário se preocupar comigo agora. Ouvi toda a conversa entre Japeusa e Marangatu. Temos que ir até a Amazônia impedir a libertação de Tau! – Atena diz, chegando ao pátio da casa de Áries, acompanhada por Shiryuu e Tumé Arandu.
– Sim, precisamos nos apressar. A viagem é demorada – Marangatu concorda.
– Shiryuu e Hyouga estão escalados para a missão, assim como Shun e Ikki, mas eles irão diretamente do Japão para o Brasil. Marin, você também irá, substituindo Seiya. Enquanto isso, Shina ficará no comando da guarda – Saori diz, colocando-se na posição de líder suprema do Santuário.
– Marangatu irá com seus cavaleiros, Atena, mas acredito que seja melhor que eu fique aqui para a eventual necessidade de um plano alternativo. Mesmo porque não tenho nenhuma utilidade no campo de batalha – Tumé Arandu diz, aproximando-se do irmão.
– Acho bastante adequado, se Atena não for contra – Marangatu concorda, virando-se para a deusa.
– É uma sábia opção, Tumé Arandu. Não vejo nenhum problema em que fique aqui conosco – Saori consente.
– Atena! – Asterion fala, posicionando-se em frente à deusa e fazendo-lhe uma reverência. – Peço que me envie juntamente com os cavaleiros de bronze. Quero restaurar a honra dos cavaleiros de prata, dos quais sou o último representante vivo.
– Asterion... Saiba que para mim os cavaleiros de prata não estão em um patamar inferior a nenhum outro cavaleiro. Eu acredito no potencial de todos, inclusive no seu e de seus companheiros. Você tem essa forte motivação e um poder incrível, portanto sei que poderá ser bastante útil nos confrontos que certamente acontecerão na Amazônia. Vá com Shiryuu e os outros e cumpra seu objetivo, cavaleiro de Cães de Caça! Precisamos impedir que o mal encarnado se levante nas terras guaranis! – Atena exclama, iniciando oficialmente a investida do Santuário contra Kerana, Japeusa e os sete monstros lendários.



(fim do cap. 4)



Obs 1: claro que alguns podem se perguntar como pessoas de diferentes partes do mundo se comunicam verbalmente de forma tão natural. Bom, eu usei a suspensão da realidade, seguindo o estilo Kurumada. :P
Obs 2: obrigado a todos os que estão acompanhando a história! Comentários e críticas serão MUITO bem-vindos!!
Obs 3: "Saint Seiya – A Saga Guarani" é um fanfic, ou seja, é baseado em personagens/séries já existentes. No caso, a série e personagens de ponto de partida é Saint Seiya, criação de Masami Kurumada.

Raios de Sol!!
Schuabb *Apolo(Douko)*





terça-feira, 7 de julho de 2009 às 03:43

Saint Seiya – A Saga Guarani (fic, cap. 3)


Saint Seiya – A Saga Guarani
Capítulo 3 – O último cavaleiro de prata



cap03



– Acertou! Foram meteoros... – ela diz com austeridade, subindo a escadaria que leva ao templo de Áries. Sua tiara azul, com a figura de uma águia, brilha suavemente sob os primeiros raios de sol da manhã.
– Marin?! – Hyouga exclama, conseguindo enfocar a aliada.
– Mulher?! Ahahahaha! Pensei por um segundo que... – Japeusa debocha ao ver a amazona finalmente aparecer inteira à sua vista. Ela é bonita e seu corpo jovem aliado à armadura leve que traja lhe conferem certa sensualidade, aparentemente reprimida pela máscara prateada que usa sobre o rosto.
– Parece que a fama de Seiya chegou longe – ela solta um leve e entristecido suspiro ao se lembrar da situação em que seu discípulo se encontra. – Fico contente, pois fui eu quem o treinou, aqui mesmo no Santuário. Sou Marin, a amazona de Águia.
– Do Pégaso mestra? Do que ele que seja mais forte devo esperar, então? – faz uma pausa. – Não, não... Sobre você falar nunca ouvi. Para o meu ataque, prepare-se! Desviá-lo antes conseguiu, mas que novamente fazer o possa duvido se for o alvo você! – o invasor manifesta mais uma vez o seu cosmo ocre, girando os dois machados à sua frente.
– Esse cosmo! O poder que ele libera é tão intenso!
– Das entranhas da Terra poder esse é! A ele não resistirá uma mulher! O poder sinta do meu...
Thunder Claw (Garras de Trovão)!! – grita uma segunda amazona, que vem do interior da casa de Áries. Japeusa desfaz sua posição de ataque, se impulsiona e dá um grande salto vertical para escapar do punho carregado de eletricidade que vêm em sua direção.
– Shina também?! – Hyouga, cuja visão já está praticamente perfeita, fala ao ver a amazona de armadura roxa.
– Uma vítima há mais, então... – Japeusa toca o solo novamente.
– Vítima? Não é isso que está parecendo... Somos três e você apenas um! Acha mesmo que pode nos derrotar? – Shina pergunta de forma agressiva, enquanto seu corpo está prestes a se lançar em um segundo ataque a Japeusa.
– Adianta de quê, se lentos são todos? Ser mil poderiam!
– Ora, vamos ver se ainda diz isso quando minhas presas alcançarem o seu pescoço! – Shina berra, elevando seu cosmo rapidamente. Quase é possível ver sua expressão furiosa sob a máscara.
– Não, Shina! Eu agradeço pela ajuda de vocês duas, mas eu comecei esta luta e pretendo terminá-la. Como um cavaleiro de Atena e como homem, não posso me dar por vencido até que tenha utilizado todo o meu cosmo e toda a minha vida! Não vou recuar enquanto puder me levantar! Eu sou o cavaleiro de Cisne, discípulo de Camus de Aquário, e tenho uma honra a manter em nome do meu mestre, dos meus irmãos e de Atena! – Hyouga brada.
Marin e Shina, esta a contragosto, permanecem caladas e se afastam do cavaleiro de bronze e de Japeusa. Enquanto isso, Hyouga eleva bastante o seu cosmo, criando uma atmosfera gelada em todo o ambiente. O invasor se mantém parado na mesma posição com um olhar contemplativo sobre Hyouga. O frio não parece incomodá-lo.
– Esse cosmo... Quando sinto o cosmo de um desses garotos consigo entender como Seiya, Hyouga e os outros realizaram verdadeiros milagres ao longo das batalhas em que se envolveram – a amazona de Águia comenta com Shina.
– Espero que ele destroce esse cara. Se mesmo ele não conseguir... – a amazona de Cobra fala, demonstrando uma preocupação que surpreende Marin.
– Vamos confiar nele, Shina. Hyouga já enfrentou inimigos poderosíssimos, superou até mesmo seu próprio mestre, o cavaleiro de Aquário. Ele não se dará por vencido tão facilmente agora.
Kholodnyi Smerch!!
Japeusa enxerga o golpe de Hyouga, que vem em sua direção com o punho se movendo de baixo para cima. O invasor desvia do soco do Cisne e passa pelo guerreiro, deixando, com o machado envolto de cosmo que carrega em sua mão direita, um imenso corte no abdome deste. O cavaleiro de bronze solta um gemido rouco, cospe sangue e cai ajoelhado. Japeusa rapidamente se volta para as costas de Hyouga e desfere, com o mesmo machado, outro impactante golpe em sua coluna, jogando-o contra o chão, onde permanece tombado.
– Hyouga! – Shina e Marin gritam juntas.
– Ele uma segunda chance teve. Das duas cadelas de Atena é vez agora – Japeusa ameaça, virando-se em direção às duas amazonas de prata. Gira rapidamente seus machados e grita: Auçá Giguaçu (Grande Machado do Caranguejo)!
O machado, de mais de dois metros, rasga novamente o solo, deixando um caminho de destruição até chegar às amazonas, que pulam, cada uma para um lado. Porém, o alvo do machado era exatamente o chão entre elas e a grande explosão do choque as atinge e faz com que caiam no chão, semiconscientes.
– Em vinte segundos, três de Atena defensores derrotei. Patético! Ahahhahahah!
De repente, Japeusa cessa sua gargalhada. Ele sente um cosmo vindo de dentro da casa de Áries.
– Não esperava ver uma cena assim. O Cisne, um dos cavaleiros de bronze tão comentados por todo o Santuário, precisou ser salvo por duas mulheres. E o pior: elas, por sua vez, foram derrubadas ao mesmo tempo com um só golpe, que nem as atingiu diretamente. Desse jeito, Atena não está segura – diz o homem que vem da primeira casa zodiacal, ainda camuflado pela sombra do interior do templo.
– Outro?! De surgir não se cansam vocês?
– Para o seu azar, invasor, eu terei que derrotá-lo. Afinal, é essa a função dos cavaleiros de Atena que guardam o Santuário: não permitir que alguém da sua laia tenha êxito ao invadir o território sagrado de nossa deusa. Como cavaleiro de prata, afirmo que você não passará daqui! – ele ameaça, começando a caminhar para fora.



(fim do cap. 3)



Obs 1: desculpem-me pela demora com este capítulo, precisei terminar minha monografia! Rsss
Obs 2: após postar este capítulo vou terminar de ajeitar as imagens para o segundo e para o terceiro capítulos. Espero colocá-las aqui em poucas horas. :D
Obs 3: obrigado a todos os que estão acompanhando a história! Comentários e críticas serão MUITO bem-vindos!!
Obs 4: "Saint Seiya – A Saga Guarani" é um fanfic, ou seja, é baseado em personagens/séries já existentes. No caso, a série e personagens de ponto de partida é Saint Seiya, criação de Masami Kurumada.

Raios de Sol!!
Schuabb *Apolo(Douko)*





segunda-feira, 6 de julho de 2009 às 06:19

(...)


Acabei a monografia!!! *feliz* Com isso, o fic acabou atrasando... :( Tô indo pra faculdade e na volta termino de ajeitar. Posto o fic e depois as imagens (a do cap. 2 e a do cap. 3), que já estão prontas. Desculpem pela demora. =/

Raios de Sol!!
Schuabb *Apolo(Douko)*





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PERFIL

Básicos:
- Nome: Rafael Schuabb (...)
- Também conhecido por: Schuabb, Apolo, Douko, entre outros!
- Nasci em 26/07/1985 (idade? Façam as contas, oras! Só sei que aparento ter menos... :P)
- Leonino típico, com ascendente em sagitário e uma lua em escorpião que me leva à loucura às vezes... Rsss
- Moro na Cidade Maravilhosa (ainda maravilhosa sim!)
- Curso Letras Português/Japonês na UERJ / Trabalho como avaliador de palavras cruzadas das revistas Coquetel.

Preferências:
- Cores: vermelho e a dupla branco e preto.
- Animais: felinos em geral, especialmente gatos, arminhos e leões. Mas curto animais em geral, excluindo-se insetos voadores! :P
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- Tipo de música: um pouco de tudo! É, de TUDO mesmo! ^^
- Músicas que me dizem muito: La soledad, Velvet underworld, It's all coming back to me now.
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- Filmes preferidos: Batman(nova franquia), O casamento do meu melhor amigo, Homem-aranha (1 e 2), As horas, O rei leão, etc.
- Mangás/animês preferidos: Weiß Kreuz, Saint Seiya (Cavaleiros do Zodíaco), Yuu Yuu Hakusho, Versailles no bara (Rosa de Versalhes), Rurouni Kenshin (Samurai X), etc.
- Personagens preferidos de mangás/animes: Aiolia, Albafica, Douko, Hotohori, Kurama, Milo, Oscar Jarjeyes, Shiryuu, Shun, Soujirou Seta, Sumeragi Subaru.
- Personagens preferidos de comics: Aranha Escarlate, Batman, Homem-Aranha, Lanterna Verde (Hal), Noturno, Raio Negro (Blackagar Boltagon), Robin (Tim Drake), Surfista Prateado, Tákion, X-Man (Nate Grey), etc.

Outros:
- Eu me definiria por: decidido, sincero, dedicado, sensível, forte, animado, sexy (uia!), rígido, carismático, complicado e calmo.
- Coleciono: basicamente cloth myths (miniaturas de cavaleiros do Zodíado) e outras miniaturas e mangás/animês, mas também chaveiros, bolinhas quicantes (old school¹), cartões telefônicos (old school²), etc.
- Curto muito: escrever, desenhar, ler, mangás/animês, cultura/língua japonesa, culturas em geral, mitologias em geral, música, Sol (o astro, não calor), chuva, vento, frio;
- Não curto nem um pouco: que fiquem olhando para a tela do computador enquanto uso, que me atrapalhem quando estou ouvindo e cantando uma música, falta de educação, estagnação, insegurança, exibicionismo e aquelas coisas clichês, como falsidade, etc.

Resultados em testes:
01) Quem você é em Saint Seiya? (cavaleiros de bronze)(v.1) - Eu sou o Shiryuu.
02) Quem você é em fruits Basket? - Eu sou a Akito.
03) Que deus grego você é? - Eu sou o Apolo.
04) Qual é o seu elemento? - O meu é a luz.
05) Quem você é no PV? - Eu sou o Schuabb.
06) O que o Orkut diz sobre você? - Que eu sou tímido.
07) Quem é você em Rebelde? - Eu sou a Lupita Fernandéz.
08) Você é sexy? - Sexy chique.
09) Você manda bem na arte da paquera? - Mando muito bem.
10) Quem é você no BBB6? - Eu sou o Rafael.
11) Que rótulo idiota te define como pessoa? - "Nerd".
12) Que acessório sexual você é? - Eu sou o lubrificante.
13) Qual religião é a certa para você? - O Budismo.
14) Que personagem de Battle Royale você é? - Eu sou o Shogo Kawada.
15) Que personagem de Battle Royale você é (again)? - Eu sou o Hiroki Sugimura.
16) Que personagem de Battle Royale você é (double again)? - Eu sou o Hiroki Sugimura.
17) Quem é você na Liga da Justiça? (versão Melhores do Mundo) - Eu sou o Batman.
18) Quem é você em Saint Seiya? (cavaleiros de bronze)(v.2) - Eu sou o Shiryuu.
19) Que pecado capital é você? - Eu sou a gula.
20) Para qual parte do inferno de Dante você irá? - Irei para o nível 1, o Limbo.
21) Quem é você em "Páginas da vida"? - Eu sou a Olívia.
22) Que tipo de amiga você é? - Eu sou "melhor amiga".
23) Que tipo de garoto você curte? - Curto os descolados.
24) Qual o seu anel do poder? - O meu é o anel do amor (anel violeta).
25) Qual distúrbio psiquiátrico você tem maior propensão a desenvolver? - Obsessivo compulsivo.
26) Você nasceu para ser o quê? - Detetive.
27) Qual é a primeira coisa que as pessoas percebem em você - Minha risada.

Testes que criei!!
01) Quem é você em Saint Seiya? (cavaleiros de bronze) (v.1)
02) Quem é você no PV (Prédio dos Vagabundos)? (v.1)
03) Quem é você na Liga da Justiça? (versão Melhores do Mundo)
04) Quem é você em Saint Seiya? (cavaleiros de bronze) (v.2)
05) Quem é você em Saint Seiya? (cavaleiros de ouro)
06) Quem é você no PV (Prédio dos Vagabundos)? (v.2)

Links internos:
- SPPT (flog)
- Schuabb's Land (youtube)

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- Blue Jean

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Sites:
- Playtown-Dice
- Saint Seiya Gallery
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